Itinga e Ipitanga lideram denúncias de poluição sonora em Lauro de Freitas

Foto: Reprodução

A poluição sonora segue como um dos problemas mais graves enfrentados pela população e pelas prefeituras em diversas cidades do Brasil. Além de comprometer a qualidade de vida, o excesso de barulho tem resultado em conflitos, violência e até mortes, pressionando a sociedade civil a exigir medidas mais eficazes por parte do poder público. Em Lauro de Freitas, o Movimento Chega de Poluição Sonora tem se destacado na luta contra esse problema, promovendo campanhas educativas, orientando vítimas sobre como denunciar e alertando para os impactos do som excessivo.

“Passamos a fiscalizar melhor a quantidade de ocorrências não atendidas após conseguirmos que o órgão municipal responsável informasse um número de protocolo ao denunciante”, explica Hendrik Aquino, coordenador do grupo. Em 2023, o Movimento conseguiu na Justiça a revogação de uma lei municipal que flexibilizava a legislação anterior sobre poluição sonora. “Foi a nossa primeira ação e o motivo da criação do Movimento. A Câmara aprovou e a então prefeita sancionou uma lei que piorava a situação. Conseguimos derrubá-la na Justiça”, relembra Aquino.

Com o apoio de diversos setores da sociedade, como idosos, autistas, crianças, enfermos e até defensores dos direitos dos animais, a mobilização tem ganhado mais força e visibilidade. “A poluição sonora afeta diretamente o bem-estar dessas populações e, infelizmente, nem sempre é tratada com a devida seriedade pelas autoridades”, destaca Aquino.

Mapeamento e estatísticas

Aproveitando o início de uma nova gestão municipal e diante da necessidade de aprimorar o atendimento às denúncias, o Movimento criou um formulário para mapear as ocorrências não atendidas pela prefeitura. Esse levantamento permitiu identificar os bairros mais afetados, os horários de maior incidência e as principais fontes do ruído excessivo.

No período de 19 de janeiro a 9 de fevereiro de 2025, foram registradas 30 ocorrências, com destaque para os bairros de Itinga e Ipitanga, que concentraram 50% das denúncias (25% cada). Em seguida, aparecem os bairros Vida Nova, Vila Praiana e Vilas do Atlântico, empatados com 8,33% das ocorrências, seguidos por Buraquinho (5,56%). Outros bairros como Aracuí, Caji, Centro, Parque São Paulo, Pitangueiras, Portão e Recreio Ipitanga registraram 2,78% cada. Nenhuma ocorrência foi reportada nos demais bairros do município.

Os dados também indicam que as reclamações ocorrem em todos os dias da semana, com maior concentração aos domingos e no período da noite, especialmente por volta das 23h. Quanto às fontes de poluição sonora, 41,7% das ocorrências são provenientes de residências, 27,8% de veículos, 19,4% de estabelecimentos comerciais e o restante de eventos e caixas de som instaladas em vias públicas.

Imagem: Divulgação/Movimento Chega de Poluição Sonora

Como denunciar

Para enfrentar o problema, a Prefeitura de Lauro de Freitas disponibilizou novos canais para denúncias de poluição sonora a partir de 7 de fevereiro de 2025. As ocorrências podem ser registradas pelo WhatsApp (71) 3289-5427 ou pelo telefone (71) 3369-1741.

O Movimento Chega de Poluição Sonora reforça a importância de que, caso a denúncia não seja atendida, os cidadãos registrem suas ocorrências por meio do formulário criado pelo grupo, que pode ser solicitado pelo e-mail chegadepoluicaosonora@gmail.com ou acessado pelo link forms.gle/66MAbnn8ksP95XVQ7. Os dados coletados continuarão a servir de base para novas cobranças e ações em busca de soluções para o problema.

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