O BRASIL NAS RUAS: Manifestações “Acorda Brasil” tomam capitais contra o governo e o STF

Apoiadores de Jair Bolsonaro ocupam a Avenida Paulista, o Farol da Barra e a Praça da Liberdade pedindo a saída de Lula e críticas severas a ministros do Supremo.
Manifestantes em verde e amarelo durante o ato Acorda Brasil contra o governo e o STF.

O povo despertou: Manifestações “Acorda Brasil” tomam capitais contra o governo e o STF em uma manhã marcada pelo verde e amarelo em diversas regiões do país. Neste domingo, 1º de março de 2026, milhares de cidadãos foram às ruas nas principais capitais para protestar contra a atual gestão federal e o que classificam como excessos do Poder Judiciário. Sob o lema “Acorda, Brasil: Fora Lula, Fora Moraes e Fora Toffoli”, as mobilizações ganharam força nas redes sociais e mostraram a persistência da oposição.

Concentração nas Capitais

Os atos começaram cedo, com registros de grande público em pontos tradicionais de manifestação. Em Salvador, os manifestantes se reuniram no Farol da Barra por volta das 10h, exibindo faixas e entoando cânticos de apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Na capital mineira, Belo Horizonte, a Praça da Liberdade foi o palco da concentração que teve início às 10h30, com fotos aéreas indicando uma ocupação significativa do espaço público.

Em São Paulo, a Avenida Paulista voltou a ser o epicentro do movimento. Logo no início da tarde, uma multidão já se concentrava nas proximidades do Museu de Arte de São Paulo (MASP). Bonecos infláveis, como o conhecido “Pixuleco”, foram vistos entre os manifestantes, simbolizando a indignação com os escândalos de corrupção e a condução econômica do país.

Pautas e Reivindicações

O movimento “Acorda Brasil” foca suas críticas em três eixos principais que unificam os manifestantes de norte a sul:

  • Governo Federal: Críticas diretas ao presidente Lula, focadas na economia e em decisões administrativas.
  • Supremo Tribunal Federal: Pedidos de impeachment e críticas contundentes aos ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, acusados pelos manifestantes de perseguição política e cerceamento da liberdade de expressão.
  • Liberdade e Democracia: Defesa das garantias individuais e apoio a pautas conservadoras que o grupo considera estarem sob ataque.

Cobertura e Repercussão

Até o fechamento desta edição, a Polícia Militar das capitais envolvidas ainda não havia divulgado estimativas oficiais de público, mas os organizadores celebram o que chamam de “retomada definitiva das ruas”. Parlamentares da oposição participaram ativamente dos atos, utilizando carros de som para discursar sobre a necessidade de união da direita para as próximas etapas políticas do país.

Os protestos deste domingo reforçam o clima de polarização e mostram que uma parcela significativa da população permanece vigilante e insatisfeita com o atual cenário institucional brasileiro. A mobilização deve continuar ao longo da tarde, com transmissões ao vivo e análises detalhadas sobre o impacto desses atos na governabilidade e na relação entre os poderes.

Destaques dos Discursos

Os discursos proferidos nos trios elétricos, especialmente na Avenida Paulista e na Praça da Liberdade (BH), focaram nos seguintes pontos:

Pauta da Dosimetria: Diversos parlamentares, como Gustavo Gayer e Bia Kicis, defenderam o PL da Dosimetria, que visa revisar e reduzir as penas dos condenados pelos atos de 8 de Janeiro, além de beneficiar o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Nikolas Ferreira (Organizador): O deputado federal enfatizou que o objetivo do movimento não é apenas protestar, mas pavimentar o impeachment de magistrados. “O objetivo é mostrar que até os ‘deuses’ de toga não são intocáveis. Se derrubarmos um, o outro também pode cair”, declarou Nikolas, referindo-se diretamente a Alexandre de Moraes e Dias Toffoli. Ele também questionou o público: “Qual escândalo ainda precisa acontecer para você dizer ‘chega’?”, aludindo ao Caso Banco Master.

Flávio Bolsonaro: Em tom de pré-campanha, o senador confirmou sua disposição para a disputa presidencial de 2026. “Meu nome está colocado. Todos pediam que o presidente [Bolsonaro] escolhesse um nome e ele escolheu”, afirmou, reforçando que a união da direita é a prioridade para o próximo pleito.

Silas Malafaia: O pastor manteve o tom de denúncia contra o que classifica como “perseguição política” e convocou os manifestantes a não se deixarem “anestesiar” pelo medo de inquéritos judiciais.

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