Matemática passou longe: vereador do “tapetão” dá piti e vira piada com conta básica em Lauro de Freitas

Recém-diplomado após cassação de colegas por fraude, Flor (Avante) reclama de "40 dias" de espera por um processo que não tem nem três semanas.

A política em Lauro de Freitas ganhou um capítulo digno de comédia pastelão durante a diplomação dos novos vereadores no Tribunal Regional Eleitoral (TRE). O protagonista da vez foi o vereador Flor (Avante), que chega ao cargo via “tapetão” jurídico, mas parece ter esquecido de levar a calculadora para a cerimônia. Inconformado por não ser empossado no minuto em que desejava, o parlamentar deu um verdadeiro “piti” e acabou protagonizando uma gafe matemática que rapidamente viralizou.

Aos gritos, Flor afirmou estar esperando pela vaga há “quase 40 dias”. O problema é que a realidade e o calendário são cruéis com quem tenta aumentar a narrativa: o processo de vacância na Câmara só começou oficialmente no dia 2 de fevereiro, data em que a Justiça Eleitoral confirmou a fraude na cota de gênero de três partidos e cassou os mandatos vigentes.

A conta que não fecha

Para quem, como o vereador Flor, tem dificuldades com operações básicas, o cálculo é simples: do dia 2 de fevereiro até o dia 20 (data da diplomação), passaram-se apenas 18 dias. O erro grosseiro rendeu ao parlamentar um sonoro “volta para a escola, velhão” vindo dos presentes, que não perdoaram a tentativa de inflar o tempo de espera.

O “papo de 40 dias” caiu por terra diante das câmeras, expondo uma ansiedade pelo cargo que atropela até a lógica do tempo.

O único contra a agenda institucional

A discussão acalorada se deu por conta da data da posse. O presidente da Câmara de Lauro de Freitas, Juca Damasceno, agendou a cerimônia para a próxima segunda-feira, garantindo a presença da prefeita na cidade para o ato oficial. Enquanto os outros dois novos vereadores aceitaram a agenda institucional, Flor foi o único a discordar, exigindo uma pressa que nem o Judiciário validou.

Entenda o caso: A substituição dos parlamentares ocorreu após três vereadores perderem seus mandatos por fraude na cota de gênero. Os partidos dos cassados utilizaram candidaturas femininas “laranjas” para burlar a legislação eleitoral, o que resultou na queda de toda a chapa e na ascensão dos suplentes incluindo o agora “revoltado” Flor.

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