
Quem esperava uma postura de estadista de Jerônimo Rodrigues (PT) após a trágica execução de um Cabo da PM nesta semana, se deparou com um governador em ritmo de festa e ideologia. Um levantamento das declarações e agendas do governador entre os dias 4 e 7 de fevereiro revela um gestor desconectado da realidade conservadora da família baiana.
Na última quarta e quinta-feira (05), enquanto o policiamento ostensivo caçava os assassinos de policiais, Jerônimo reuniu a imprensa não para anunciar blindados ou armamento pesado, mas para lançar o Carnaval da Bahia 2026.
Em seu discurso de abertura dos trabalhos na Assembleia Legislativa (ALBA), repercutido ao longo desta semana, Jerônimo Rodrigues apelou para a velha muleta ideológica da esquerda para justificar o fracasso da segurança e da educação na Bahia após 20 anos de PT.
“Nosso objetivo é combater desigualdades históricas que a Bahia herdou de um passado marcado pela escravidão e por estruturas oligárquicas.” — Jerônimo Rodrigues, na ALBA.
Ao culpar a “escravidão” e as “oligarquias” do passado pelos índices de violência de 2026, Jerônimo se isenta de responsabilidade. Para a direita, crime se combate com lei e punição agora; para Jerônimo, o criminoso é uma “vítima histórica” que precisa de reparação, não de cadeia.
Ainda na mesma semana, ao comentar as diretrizes de sua gestão, o governador reforçou que “segurança pública e direitos humanos são faces indissociáveis da mesma moeda”.
Na prática, essa fala é a senha para o “freio de mão puxado” nas operações policiais. Enquanto a tropa quer agir com rigor contra o tráfico, o governador impõe a cartilha dos Direitos Humanos que, frequentemente, serve de escudo para bandidos e de mordaça para policiais.
Por fim, na sexta-feira (06), Jerônimo esteve ao lado de Lula e aplaudiu sorrindo quando o presidente disse que “prefere o inferno” ao céu e chamou o povo faminto de “palhaço”. O silêncio do governador — que se diz católico — diante da afronta à fé cristã mostra que, para ele, a lealdade ao Partido dos Trabalhadores está acima dos princípios religiosos e morais do povo baiano.
Os últimos dias provaram que Jerônimo Rodrigues governa para a militância e para a folia.
A Bahia de Jerônimo é um grande bloco de Carnaval: muita festa, muito discurso bonito e nenhuma segurança para quem volta para casa depois que a música para.
