
O resultado do Sisu 2026 marcou um divisor de águas na história da educação superior brasileira, e o nome de Duda Odara tornou-se o símbolo dessa transformação. A jovem carioca de 19 anos foi aprovada em Medicina na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), mas não pelo caminho do desempenho absoluto. Ela é uma das primeiras beneficiadas pela polêmica Resolução nº 433/2025, que reservou 2% das vagas da instituição especificamente para pessoas trans e travestis.
O que choca a opinião pública e gera revolta entre milhares de vestibulandos que dedicam anos de suas vidas ao estudo exaustivo é a disparidade dos números. Relatos e análises das listas de classificação indicam que, na ampla concorrência, Duda estaria em uma posição superior à 1.020ª colocação. No entanto, ao concorrer pela cota trans, ela saltou diretamente para o topo da lista de convocados, “atropelando” centenas de estudantes que obtiveram notas superiores, mas que não possuem o perfil identitário exigido pelo edital.
A crítica central de setores conservadores e defensores da meritocracia não recai sobre a pessoa da candidata, mas sobre o sistema que permite tal distorção. Medicina é um curso onde a precisão e o conhecimento técnico são vitais. Ao permitir que candidatos com notas significativamente menores ingressem no curso mais difícil do país, as reitorias das federais parecem priorizar a “estatística da diversidade” em detrimento da excelência acadêmica.
Os pontos críticos do caso:
Duda Odara comemorou o feito em suas redes sociais, afirmando que sua presença na UFRJ é uma forma de “reparação”. Contudo, a reação da “vida real” é de indignação. Pais de alunos que pagam cursinhos caros ou estudantes trabalhadores que estudam por conta própria questionam até onde a “dívida histórica” será usada para justificar o atropelo do mérito individual.
O caso de Duda Odara é o precedente que faltava para consolidar a ideia de que, no Brasil de 2026, o que você estuda vale menos do que o que você afirma ser. A Medicina, último bastião da técnica, agora se rende ao desaforo ideológico.
