SILÊNCIO COMPROMETEDOR: Banco Master ignora prazo do INSS sobre fraudes em consignados

Com salto astronômico de 2.500% em contratos e R$ 2 bilhões bloqueados, instituição financeira silencia diante de denúncias de descontos indevidos contra aposentados e pensionistas.

A transparência parece não ser a prioridade do Banco Master no momento. O liquidante da instituição financeira não respondeu aos questionamentos formais do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) sobre indícios de irregularidades em empréstimos consignados. O prazo para a apresentação de defesa venceu na última quinta-feira (12), deixando a autarquia sem esclarecimentos sobre um esquema que pode ter lesado milhares de brasileiros.

Diante do silêncio, o presidente do INSS, Gilberto Waller Junior, já sinalizou que novas medidas punitivas contra o banco estão sendo avaliadas e devem ser anunciadas logo após o Carnaval.

O Explosivo e Suspeito “Salto” do Credcesta

O que mais chama a atenção das autoridades é a progressão geométrica dos contratos do Credcesta, produto vinculado ao Master. Os números revelam um crescimento que desafia a lógica do mercado comum:

  • Em 2022: Eram registrados 104,8 mil contratos de benefício consignado.
  • Em 2024: O número saltou para impressionantes 2,75 milhões de operações.

Essa expansão súbita é um dos pilares da investigação, que busca entender como o produto ganhou tamanha escala em tão pouco tempo e se houve práticas abusivas ou fraudulentas na adesão desses novos clientes.


R$ 2 Bilhões Bloqueados e Milhares de Vítimas

A reação do INSS foi drástica para proteger o Erário e os segurados. Atualmente, cerca de R$ 2 bilhões em repasses destinados ao Master estão bloqueados pela autarquia. A medida afeta diretamente mais de 250 mil empréstimos que estão sob rigorosa análise por suspeita de fraude.

O Ministério Público Federal (MPF) também entrou no caso, recomendando que o pagamento de recursos priorize imediatamente os aposentados e pensionistas que foram vítimas de descontos indevidos em seus benefícios. A Procuradoria da República no Distrito Federal já conduz um inquérito civil público para apurar a fundo essas supostas fraudes.

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