
Em coletiva ao lado do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou nesta segunda-feira (29) um “Plano Abrangente para Encerrar o Conflito em Gaza”. A proposta prevê cessar-fogo imediato, devolução dos reféns israelenses sequestrados pelo Hamas e a criação de um “Conselho da Paz”, órgão internacional que será presidido pelo próprio Trump.
“Hoje é um dia histórico para a paz”, disse o presidente. Ele advertiu que, se o Hamas rejeitar o acordo, Israel terá apoio total de Washington para prosseguir com a campanha militar.
Trump afirmou que o desenho do plano envolveu consultas a líderes de Arábia Saudita, Catar, Emirados Árabes Unidos, Jordânia, Egito, Paquistão, Indonésia e Turquia, além de apoio europeu. Tony Blair, ex-premiê britânico, participará do conselho internacional de supervisão.
Ao lado do republicano, Netanyahu declarou apoio explícito: “O plano traz de volta todos os nossos reféns, desmantela as capacidades do Hamas e garante que Gaza não volte a ameaçar Israel.” O premiê ponderou que, em caso de recusa ou descumprimento pelo Hamas, Israel “terminará o trabalho sozinho”.
O fórum das famílias de reféns reagiu com esperança e publicou a oração judaica Shehecheyanu. Já um dirigente do Hamas, Muhammad Mardawi, disse à Al Jazeera que a proposta “se inclina para a perspectiva israelense” e prometeu resposta oficial após receber o texto por escrito.
Trump reiterou o apelo ao Hamas para aceitar os termos: “É hora de acabar a guerra, devolver todos os reféns e construir um futuro melhor para Gaza.” O governo norte-americano diz estar pronto para mobilizar recursos e diplomacia assim que houver anuência formal das partes.
