
A “lua de mel” entre o governo Lula e os grandes veículos de comunicação tem preço, e ele é salgado. Dados extraídos da plataforma de gerenciamento de mídia da Secretaria de Comunicação Social (Secom) revelam que a gestão petista já despejou mais de R$ 1,9 bilhão em campanhas publicitárias na imprensa desde o início do mandato.
O valor astronômico chama ainda mais atenção quando comparado ao governo anterior. Em apenas três anos (2023-2025), Lula já se aproxima do total gasto por Jair Bolsonaro em quatro anos de mandato (cerca de R$ 2,1 bilhões). O ritmo acelerado da gastança levanta a velha suspeita: seria publicidade institucional ou compra de apoio editorial?
Se os números do passado assustam, o silêncio do presente preocupa. Até o início da tarde deste domingo (8), a Secom mantinha um verdadeiro “apagão” sobre os gastos deste ano: nenhum centavo gasto com publicidade em 2026 foi tornado público na plataforma oficial.
Além disso, o montante referente a 2025 ainda não está consolidado. Ou seja, a conta de R$ 1,9 bilhão é apenas o piso. A fatura real, paga com o seu dinheiro, deve ser muito maior.
Enquanto bilhões fluem para TVs, jornais e sites alinhados, o Brasil real enfrenta cortes em áreas essenciais. A estratégia lulista parece clara: blindar a imagem do presidente com propaganda massiva, enquanto os problemas reais do país são varridos para debaixo do tapete.
A falta de transparência sobre os gastos de 2026, ano eleitoral, acende um sinal de alerta vermelho. O que o governo tem a esconder? O contribuinte tem o direito de saber se o seu imposto está virando saúde e educação ou apenas comerciais bonitos na televisão.
