Senador e presidente do Progressistas critica ação da Polícia Federal e afirma que investida tem motivação eleitoral para desgastar a oposição.
O senador Ciro Nogueira (PP-PI), presidente nacional do partido Progressistas e uma das principais lideranças da oposição no Congresso, manifestou-se de forma contundente contra a recente investida da Polícia Federal (PF). O parlamentar foi alvo de uma operação que investiga supostas irregularidades financeiras e tráfico de influência envolvendo o Banco Master.
Em declarações públicas, Nogueira classificou a operação como uma tentativa deliberada de manchar sua honra pessoal e desgastar sua imagem em um período de proximidade eleitoral. O senador destacou o que considera um padrão de perseguição, traçando paralelos com episódios anteriores de sua trajetória.
“Todo ano político é a mesma coisa. Tentam parar de todas as formas quem lidera as pesquisas de intenção de votos. Isso aconteceu comigo em 2018 e o efeito foi contrário”, afirmou o parlamentar em sua manifestação.
A investigação conduzida pela Polícia Federal, autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), apura indícios de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Segundo o inquérito, Nogueira teria atuado em benefício dos interesses da instituição bancária.
A defesa do senador rechaçou as acusações com veemência. Os advogados afirmam que as relações citadas pela PF são estritamente privadas ou institucionais e que não houve qualquer interferência ilícita no exercício do mandato parlamentar. A equipe jurídica critica ainda o uso de mensagens de terceiros para fundamentar medidas extremas, como buscas, apreensões e o bloqueio de bens.
Nogueira reforça que sua atuação legislativa é pautada pelo interesse público e que as acusações carecem de provas materiais robustas. Segundo o senador e seus aliados, a ação configura o uso estratégico do sistema jurídico para fins políticos. Apesar do cerco judicial, Ciro Nogueira afirmou estar fortalecido e declarou que não recuará de suas posições.