
A Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) tornou-se palco de mais um embate acalorado entre a base governista e a oposição nesta semana. O motivo é o avanço de um novo pedido de empréstimo bilionário encaminhado pelo governador Jerônimo Rodrigues (PT), que busca autorização para contrair novos créditos internacionais e nacionais. O governo alega a necessidade de investimentos em infraestrutura, educação e saneamento básico.
De acordo com lideranças da oposição, o montante solicitado agora se soma a uma série de 19 pedidos anteriores. O deputado estadual Alan Sanches (União Brasil), líder do bloco oposicionista, classificou a postura do governo como “irresponsável” e alertou para as consequências que as futuras gerações de baianos terão que enfrentar para quitar essas obrigações.
Um dos pontos centrais da crítica reside na forma como os projetos tramitam na Casa Legislativa. A oposição denuncia o uso sistemático do “regime de urgência”, que dispensa a análise detalhada pelas comissões técnicas de Constituição e Justiça, Finanças e Orçamento.
| Aspecto da Gestão | Argumento do Governo (PT) | Crítica da Oposição (União/PL) |
| Justificativa | Investimentos em infraestrutura e saneamento. | Endividamento recorde sem transparência. |
| Tramitação | Necessidade de celeridade para obras. | Uso de “rolo compressor” para evitar debate de juros. |
| Realidade na Ponta | R$ 34,1 bi investidos na saúde (2023-2025). | Persistência da “fila da regulação” e violência. |
Enquanto o secretário da Fazenda, Manoel Vitório, assegura que a Bahia possui “saúde financeira”, críticos apontam que o estado continua liderando rankings negativos de educação e desemprego no país. Para a oposição, há uma disparidade inaceitável entre o volume de dinheiro tomado via crédito e a qualidade dos serviços públicos entregues à população baiana.
A bancada de minoria na AL-BA promete manter a obstrução, exigindo maior clareza sobre os planos de aplicação dos recursos e o real impacto fiscal a longo prazo das sucessivas operações de crédito.
A Petrobras reportou um lucro líquido de R$ 32,6 bilhões no primeiro trimestre de 2026, uma redução de 7,2% em relação ao mesmo período do ano passado. Apesar do faturamento estável de R$ 123,7 bilhões e recordes operacionais na produção do pré-sal e no refino de diesel, o balanço foi impactado por despesas tributárias elevadas e pela variação cambial, enquanto a dívida bruta da companhia escalou para US$ 72,1 bilhões.
