
O lema da Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização – SEAP, fala em um sistema ‘mais justo, eficiente e humanizado’. O problema é que essa eficiência só parece funcionar para os bandidos. Em menos de uma semana, o Brasil ficou sabendo como é fácil a vida do preso detido no complexo da Mata Escura em Salvador.
Três crimes hediondos encomendados diretamente do presídio. O primeiro, noticiado em primeira mão com exclusividade pela SemCensura.TV, um sequestro de três mulheres, ordenado e realizado com a participação do detento por vídeo chamada direto do presídio.

O segundo, uma vingança, a morte de uma menina de apenas 14 anos. Segundo o delegado Moisés Damasceno, diretor do Departamento de Polícia Metropolitana (Depom), o traficante preso enquadrado na lei Maria da Penha desconfiou que a jovem foi quem o denunciou e resolveu mandar matá-la.

Um terceiro crime foi ordenado de uma prisão de no Sul da Bahia, em Teixeira de Freitas. Uma garota de 16 anos foi sequestrada após um detento descobrir que um parente dela, que mora no Espírito Santo, ganhou na mega sena. A menina foi mantida em cárcere privado no distrito de Posto da Mata em Nova Viçosa, município baiano. O prêmio milionário da Mega-Sena foi de R$ 99,59 milhões.

SEAP ignora a imprensa e a população ao não se posicionar sobre os fatos
Três episódios frutos não apenas do acaso ou da criminalidade de rua; foram ordens diretas, emitidas de dentro do sistema prisional. Onde o Estado deveria exercer vigilância e isolamento, o que se vê é a continuidade da gestão do crime através de grades que parecem existir apenas no papel.
Tão grave quanto a falha na segurança interna das unidades é o comportamento da Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização da Bahia (SEAP). Diante de questionamentos legítimos da imprensa e da sociedade, a pasta escolheu o caminho do silêncio absoluto.
Ignorar pedidos de posicionamento não é apenas uma estratégia de comunicação; é um desrespeito ao princípio constitucional da publicidade e da transparência. Quando a SEAP se cala sobre como celulares e ordens de execução continuam saindo de suas unidades: valida a impunidade, Desampara o cidadão, Enfraquece a Segurança Pública.

