Policiais Influencers sofrem perseguição por mostrar a realidade da corporação

Última vítima é o Soldado Corrêa, host do Podcast Alfa 11 Cast, que tem se destacado por mostrar com emoção e transparência o dia a dia dos guerreiros da segurança pública.
Foto: Arquivo pessoal

Mostrar a dura realidade do dia a dia das ruas e do combate ao crime, resgatar a imagem positiva e humana, além de reaproximar a população do policial. Com esse argumento comum, alguns membros da polícia tem viralizado nas redes sociais, seja como entrevistados, seja como apresentadores de talk shows cujo tema é a segurança pública, os famosos “Podcasts”. Mas tal exposição tem causado mal estar, represálias e até mesmo perseguição por parte do alto comando da polícia militar.

A vítima mais recente dessa situação é o soldado da PM e host do Alfa 11 Cast da Sem Censura TV, Diego Corrêa. Com sua postura transparente e apaixonada pelo trabalho policial, ele saiu do anonimato e se tornou um ícone para colegas de profissão, jovens que sonham em seguir carreira militar e fenômeno das redes sociais, acumulando 122 mil seguidores só no instagram. Detalhe: em pouco mais de 30 dias, “sem nenhum investimento, impulsionamento ou recursos de marketing, apenas com a minha verdade”, como ele mesmo faz questão de enfatizar.

Na tarde desta sexta-feira, Corrêa foi surpreendido com um Processo Administrativo Disciplinar, que o tirou da função de policiamento ostensivo, colocando-o em atividade administrativa durante os próximos 30 dias. O documento deixa clara também a proibição do uso da farda, orgulho maior do profissional, bem como de armas.

Segundo o PAD, assinado pelo Comandante Geral da PM, Coronel Paulo José Reis De Azevedo Coutinho, a determinação visa apurar declarações e falas do soldado durante entrevista concedida ao programa congênere Fala Glauber.

“o acusado, em uma entrevista concedida ao programa denominado “FALA GLAUBER PODCAST”, episódio nº 296, acessível pelo (https://www.youtube.com/live/oleqbcxGIhU?si=- jehbJmWwQLcs-WoN), proferiu acusações e teceu comentários desrespeitosos contra o ministro da Justiça e Segurança Pública Flávio Dino”

Côrrea não é o primeiro militar a sofrer retaliações após viralizar nas redes sociais. Em setembro, uma publicação da policial militar Alba Mattos mostrando detalhes do fardamento da PM gerou incômodo entre colegas de corporação. A policial, que tem mais de 52 mil seguidores, foi acusada de violar conduta da corporação. Ela é lotada em Itabuna, no sul da Bahia.

À época, ela se posicionou através das redes sociais: “Continuarei aqui com a mesma conduta, prezando pela moral, pela ética e encorajando mulheres a quebrarem crenças limitantes impostas pela sociedade”.

Outro que também sofreu represálias por seus posicionamentos em defesa dos policiais foi Alexandre Tchaca, apresentador do PodTchaca e influenciador, com mais de 113 mil seguidores. Ele também teve suas funções ostensivas suspensas e teve que cumprir funções administrativas.

Em todos os casos, o questionamento que repercute entre pares da própria polícia e seguidores da inernet é sobre o direito à liberdade de expressão e o real motivo da “insatisfação” da cúpula da polícia com o importante trabalho realizado por esses influenciadores. As mensagens, comentários e números impressionantes de “Likes” recebidos por eles mostram que tal atuação tem conseguido reverter a imagem das forças policiais, resgatando a credibilidade, a confiança e a proximidade entre o cidadão comum e aqueles que dão a vida em defesa da sociedade.

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