Otimismo de Trump sobre fim da guerra no Irã derruba preço do petróleo e cotação do dólar

Presidente americano afirma que ofensiva militar está "quase terminada" após destruição da infraestrutura de defesa iraniana.
Donald Trump com o punho erguido à frente de várias bandeiras dos Estados Unidos; imagem ilustra o otimismo do presidente sobre o fim da guerra no Irã em março de 2026.

GEOPOLÍTICA E ECONOMIA: O mercado financeiro global registrou um alívio significativo nesta terça-feira (10 de março de 2026). Em entrevista à rede CBS, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que a guerra contra o Irã, iniciada em 28 de fevereiro, está avançando muito mais rápido do que o cronograma previsto e pode ser encerrada “em breve”. Segundo Trump, as forças conjuntas dos EUA e de Israel já neutralizaram a marinha, os sistemas de comunicações e a força aérea iraniana.

As declarações impactaram imediatamente os indicadores econômicos:

  • Petróleo: O barril do tipo Brent, que chegou a bater os US$ 120 no auge das tensões, recuou para a casa dos US$ 87.
  • Dólar: No Brasil, a moeda americana acompanhou o movimento global de descompressão e fechou cotada a R$ 5,16, após dias de forte volatilidade.

Ameaça e Alerta sobre o Estreito de Ormuz

Apesar do tom de “vitória próxima”, Trump subiu o tom contra qualquer tentativa do novo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, de bloquear o Estreito de Ormuz, por onde passa 20% do petróleo mundial. O presidente americano foi categórico ao afirmar na rede Truth Social que, caso o fluxo de energia seja interrompido, os EUA reagirão com um ataque “20 vezes mais forte” do que os realizados até agora, visando inviabilizar a reconstrução do país como nação.

Impacto no Brasil e Cautela do Banco Central

Embora o recuo do dólar seja uma notícia positiva para o controle da inflação, o Banco Central brasileiro mantém um estado de vigilância. Analistas apontam que a volatilidade ainda é extrema, pois o Irã, através de seu chanceler Abbas Araghchi, classificou a ofensiva americana como um “fracasso” e indicou que o país ainda possui capacidade de resistência. Para o consumidor brasileiro, a queda no preço do barril pode demorar a ser sentida nas bombas de combustível, dependendo da manutenção dessa estabilidade nos próximos dias.

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