“VOO DO ACORDÃO”: Cúpula dos Poderes transforma jato da FAB em comitê eleitoral e sela ‘lua de mel’ entre Motta e o PT

A pretexto de posse na Costa Rica, voo oficial reuniu Gilmar Mendes, Gleisi, ministros de Lula e Hugo Motta. Nas nuvens, a paz foi selada; em terra, sobrou bronca para Simone Tebet e pauta destravada para o governo.

Enquanto o brasileiro conta as moedas para pagar o gás, a elite de Brasília voa alto — literalmente. Um avião da Força Aérea Brasileira (FAB) partiu na última segunda-feira (26) com destino a San José, na Costa Rica, carregando muito mais do que autoridades: levava o desenho do poder para 2026.

O motivo oficial da viagem era nobre: a posse do juiz brasileiro Rodrigo Mudrovitsch no comando da Corte Interamericana de Direitos Humanos. Mas, segundo relatos de bastidores, a aeronave funcionou como um verdadeiro “bunker aéreo” de articulação política.

A lista de passageiros era um “quem é quem” da República: o presidente da Câmara, Hugo Motta; a presidente do PT, Gleisi Hoffmann; o ministro do STF, Gilmar Mendes; o advogado-geral da União, Jorge Messias; além dos caciques do MDB, Jader Filho e Helder Barbalho.

Inimigos Ontem, Parceiros Hoje

O que chamou atenção no voo foi o clima de “melhores amigos” entre figuras que, até o final de 2025, trocavam farpas públicas. Hugo Motta e o deputado Lindbergh Farias (PT-RJ), que protagonizaram um rompimento político recente, parecem ter deixado as mágoas em solo brasileiro.

Lá em cima, o clima foi descrito como de total alinhamento. Entre um café e outro servido pela FAB, o grupo discutiu abertamente projeções para o cenário eleitoral de 2026 em estados estratégicos. A blindagem e a união entre o comando da Câmara e o núcleo duro do governo Lula parecem estar mais fortes do que nunca.

O Pagamento: Pauta Destravada

A “lua de mel” nas nuvens já surtiu efeitos práticos no chão do Congresso. Em um gesto de boa vontade com o governo, Hugo Motta atropelou o recesso branco e anunciou prioridade total para a pauta governista na próxima semana.

Motta pautou a Medida Provisória (MP) do Gás do Povo, que precisa ser votada até o dia 12 de fevereiro (véspera de Carnaval) para não caducar. É o sinal claro de que o “acordão” do voo da FAB envolveu garantias de governabilidade rápida.

O Alvo: Simone Tebet

Se com a ala política do PT (Gleisi e Lindbergh) são só flores, com a equipe econômica a chapa esquentou. Nesta sexta-feira (30), Hugo Motta escolheu um alvo para bater: a ministra do Planejamento, Simone Tebet.

Motta não gostou nada da declaração de Tebet de que o Congresso teria “sequestrado” parte do Orçamento. Em tom duro, o presidente da Câmara defendeu as emendas parlamentares (o combustível da política local) e exigiu “cuidado com termos que deslegitimam o Parlamento”.

O recado do “Voo da FAB” é claro: quem está no avião, comanda o jogo. Quem está fora, leva a culpa.

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