
Após o confronto direto sobre a proibição da entrada da carne brasileira na Europa, determinada pela União Europeia (UE) e prevista para entrar em vigor em 3 de setembro, surgiram nesta quarta-feira (13) sinais de diálogo entre Brasília e Bruxelas.
A controvérsia reacendeu o debate político sobre o acordo entre o Mercosul e a União Europeia. Segundo Gaetano Pedullà, eurodeputado italiano do Movimento 5 Estrelas (M5S), o episódio demonstra que o tratado “deveria ser imediatamente suspenso e renegociado”
“A Comissão Europeia deveria parar de defender o indefensável e tomar a única medida sensata para defender nossa soberania e segurança alimentar”, concluiu Pedullà.
Dito isso, as negociações continuam. Ao término de uma reunião entre o embaixador do Brasil na União Europeia, Pedro Miguel da Costa e Silva, e autoridades sanitárias europeias, a UE concordou em avaliar separadamente os diferentes produtos de origem animal exportados pelo país sul-americano, verificando individualmente a conformidade com os padrões sanitários europeus.

Fontes do governo brasileiro classificaram a decisão como um primeiro sinal de abertura nas negociações após a exclusão do Brasil da lista de países autorizados a exportar determinados produtos de origem animal ao bloco europeu, devido a acusações relacionadas ao uso de antimicrobianos.
A nova abordagem representa um avanço inicial porque, segundo o governo brasileiro, elimina a necessidade de uma avaliação uniforme de todo o setor agroalimentar, introduzindo verificações específicas para cada categoria de produto exportado.

O anúncio da proibição foi recebido ontem (12) com fortes críticas pelo governo de Luiz Inácio Lula da Silva. Em nota contundente, a administração brasileira manifestou “surpresa” com a decisão e reiterou possuir “um sistema sanitário sólido e internacionalmente reconhecido”, graças ao qual “o Brasil é o maior exportador mundial de proteína animal e o principal fornecedor de produtos agrícolas para o mercado europeu”.
A Petrobras reportou um lucro líquido de R$ 32,6 bilhões no primeiro trimestre de 2026, uma redução de 7,2% em relação ao mesmo período do ano passado. Apesar do faturamento estável de R$ 123,7 bilhões e recordes operacionais na produção do pré-sal e no refino de diesel, o balanço foi impactado por despesas tributárias elevadas e pela variação cambial, enquanto a dívida bruta da companhia escalou para US$ 72,1 bilhões.
