Polícia Civil deflagra operações contra furto, receptação e pirataria de celulares em Salvador e RMS

Ações simultâneas do DEIC miraram esquemas que causaram mais de R$ 162 mil em prejuízos e o comércio de produtos falsificados na capital baiana.

Na manhã desta segunda-feira (31), o Departamento Especializado de Investigações Criminais (DEIC) da Polícia Civil da Bahia deflagrou duas operações simultâneas com o objetivo de desarticular redes criminosas focadas no furto, roubo, receptação e comércio ilegal de telefones celulares e acessórios. As ações ocorreram em Salvador e na Região Metropolitana (RMS).

As investigações atuaram em duas frentes distintas: o desvio de cargas de grandes distribuidoras e a venda de produtos pirateados no varejo do centro da capital.

Operação Manus Agiles: Prisão em Candeias

No âmbito da Operação Manus Agiles, um homem foi preso de forma preventiva no município de Candeias. Ele é apontado como integrante de um grupo criminoso responsável por desviar mercadorias, causando um rombo superior a R$ 162 mil a uma rede distribuidora de eletrônicos.

De acordo com as investigações da Polícia Civil, o esquema funcionava da seguinte forma:

  • Participação interna: A quadrilha era formada, em sua maioria, por ex-funcionários da própria distribuidora.
  • Modus operandi: Os suspeitos utilizavam o conhecimento e os cargos que ocupavam para desviar caixas de aparelhos antes que elas chegassem ao destino final.
  • Desdobramentos: A prisão de hoje é um avanço da Operação Disconnected, iniciada em abril deste ano, que já havia resultado na prisão de outros três envolvidos no esquema. Até o momento, cinco aparelhos celulares foram recuperados.

Operação Original: Combate à Pirataria no Centro

Paralelamente, a Delegacia de Defesa do Consumidor (Decon) liderou a Operação Original, voltada para o combate à pirataria comercial. A ação cumpriu mandados de busca e fiscalização em estabelecimentos comerciais localizados no centro de Salvador.

Os alvos da operação incluíram:

  • Duas lojas focadas na venda de acessórios para celulares.
  • Dois estabelecimentos de vestuário.

As lojas foram inspecionadas sob a suspeita de comercialização e armazenamento de produtos falsificados. A força-tarefa contou com o apoio logístico e técnico do Procon-BA e da Codecon, que auxiliaram na apuração de crimes contra as relações de consumo e violações de propriedade industrial.

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