
Em março de 2026, a Bahia celebra um aniversário incômodo: os 17 anos da primeira promessa oficial para a construção da Ponte Salvador-Itaparica. Anunciada em 2009, ainda no primeiro mandato de Jaques Wagner, a obra tornou-se o maior símbolo da ineficiência e das promessas vazias das gestões petistas no estado.
Após Jaques Wagner e Rui Costa passarem seus mandatos inteiros sem colocar um pilar na água, o atual governador Jerônimo Rodrigues jogou a toalha. Em entrevista recente, Jerônimo admitiu o que os baianos já temiam: ele não vai entregar a ponte. Seguindo a tradição de seus antecessores, o governador afirmou que sua missão é apenas “avançar” e que caberá a outro gestor a inauguração.
O projeto, que deveria ser a redenção econômica da Ilha de Itaparica e do Baixo Sul, transformou-se em uma colcha de retalhos de adiamentos:
Enquanto a ponte não sai do papel, o sistema de Ferry-Boat opera no limite, com filas quilométricas e embarcações sucateadas, punindo diariamente quem precisa atravessar a Baía de Todos-os-Santos. A admissão de Jerônimo de que não entregará a obra é vista por analistas políticos como uma estratégia para blindar sua candidatura à reeleição de uma promessa que ele sabe que não cumprirá.
Atualmente, o consórcio chinês alega que a complexidade do solo marinho e a necessidade de novos aportes estaduais são os motivos da lentidão. Na prática, a ponte continua sendo uma “obra de PowerPoint” usada em todas as campanhas eleitorais desde 2010.
| Governador | Status da Obra | Resultado |
| Jaques Wagner | Promessa e Edital | Zero pilares |
| Rui Costa | Assinatura de Contrato | Zero pilares |
| Jerônimo Rodrigues | Sondagem Geológica | Zero pilares |
