
O brasileiro que esperava um alívio nas contas em 2026 recebeu um balde de água fria. De acordo com projeções baseadas em dados do Banco Central e das principais consultorias econômicas, a conta de luz promete ser a grande vilã do custo de vida este ano. Enquanto a inflação oficial (IPCA) deve fechar o ano na casa dos 3,91%, a tarifa de energia elétrica deve saltar 8% — um aumento que representa mais que o dobro do índice geral de preços.
Este cenário de “inflação energética” não é um fato isolado, mas sim a continuidade de um processo de estrangulamento financeiro. No ano passado, o consumidor já havia sido golpeado com um reajuste médio de 12%, que desequilibrou as finanças de milhões de famílias.
A disparidade entre o aumento da luz e a inflação oficial evidencia um desajuste profundo na gestão do setor produtivo e de infraestrutura. Com os impostos em curva ascendente e o poder de compra do cidadão em queda livre, o país parece caminhar a passos largos para um abismo econômico.
