
O cerco fechou contra a diretoria da Bamor, principal torcida organizada do Esporte Clube Bahia. O Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), protocolou uma denúncia contra dez integrantes da cúpula da facção por organização criminosa, tortura, roubo, extorsão e ameaça.
Entre os denunciados estão os principais líderes do grupo, como o presidente Matheus Pires Castro, o vice-presidente Luciano da Silva Venâncio, o diretor-geral Gabriel Pereira Silva, além de outros sete membros (incluindo até mesmo um policial militar apontado como integrante da torcida). Atualmente, os acusados encontram-se presos preventivamente no Complexo Penitenciário da Mata Escura, em Salvador.
A denúncia é resultado da “Operação Inquisição”, que revelou métodos brutais praticados pelos dirigentes. Segundo as promotoras responsáveis pelo caso, a Bamor funcionava com uma estrutura criminosa estável e divisão de funções claras para punir e extorquir pessoas, inclusive os próprios associados.
O modus operandi dos crimes ocorria sob a falsa premissa de resolver questões internas da torcida:
Diante da gravidade das acusações e do impacto da violência generalizada no ambiente esportivo, o Ministério Público também solicitou à Justiça o pagamento de R$ 2 milhões em indenização por danos morais coletivos.
O caso reacende o urgente debate sobre a segurança e a impunidade envolvendo torcidas organizadas no país. A sede da Bamor encontra-se fechada, e a expectativa é que a Justiça também determine a revisão e a imposição de regras muito mais rígidas ao Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado pelo grupo em anos anteriores.
