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Demitido sem justa causa no saque-aniversário do FGTS, trabalhador descobre limite

Caso de trabalhador demitido sem justa causa que, após aderir ao saque-aniversário, não conseguiu retirar todo o saldo do FGTS. Entenda as regras da modalidade e a diferença para o saque-rescisão.
Ilustração sobre o saque-aniversário do FGTS e o saldo das contas vinculadas

Um trabalhador que havia aderido ao saque-aniversário do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) foi demitido sem justa causa e tentou retirar todo o dinheiro acumulado durante o contrato. Ao consultar o aplicativo da Caixa Econômica Federal, ele descobriu que a modalidade limita os valores disponíveis na rescisão. Embora tenha direito à multa rescisória, o saldo restante não é liberado automaticamente.

Por que o saque-aniversário do FGTS restringe a retirada integral

O saque-aniversário do FGTS foi instituído pela Lei nº 13.932/2019 e permite que o trabalhador retire, todos os anos, uma parcela dos recursos existentes em suas contas vinculadas. A adesão é opcional e funciona como alternativa ao saque-rescisão, que é a modalidade padrão. Quem está no saque-aniversário e é demitido sem justa causa pode retirar a multa rescisória, mas não o saldo integral por motivo da demissão.

O dinheiro que não é liberado na rescisão continua vinculado ao trabalhador e pode ser movimentado nas retiradas anuais ou em outras situações previstas na Lei nº 8.036/1990. Por isso, a escolha da modalidade tem efeito direto sobre o acesso ao fundo no momento em que o vínculo termina.

Diferenças entre o saque-aniversário do FGTS e o saque-rescisão

As duas modalidades seguem regras distintas. No saque-rescisão, o trabalhador dispensado sem justa causa pode retirar o saldo da conta vinculada ao emprego encerrado, além da multa rescisória. No saque-aniversário, a retirada anual de parte dos recursos substitui essa possibilidade de saque integral por motivo da rescisão.

Essa diferença pode afetar o orçamento de quem perde o emprego, já que o valor disponível imediatamente pode ser menor do que o trabalhador espera. A situação costuma surpreender justamente porque a restrição só aparece no momento da demissão, quando o dinheiro passa a ser necessário.

Outra situação prevista: aposentadoria com o mesmo contrato

Além da demissão, há um caso específico tratado pelas regras do fundo. Quando o trabalhador se aposenta e mantém o mesmo contrato de trabalho, pode solicitar os depósitos posteriores à aposentadoria referentes àquele vínculo.

Como voltar ao saque-rescisão

Quem pretende migrar de volta ao saque-rescisão precisa observar o prazo previsto para a mudança antes de contar com o valor integral em caso de demissão. Para conferir a situação da própria conta e as opções disponíveis, o trabalhador pode consultar o aplicativo da Caixa Econômica Federal, onde identificou a restrição. Para entender outro aspecto do tema, leia também a matéria sobre o pagamento especial do saque-aniversário.

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