
Em grandes centros urbanos, casas e apartamentos com metragens reduzidas tornaram-se cada vez mais comuns, e morar bem em espaços pequenos passou a exigir método. Nesse cenário, o design de interiores aparece como ferramenta para transformar ambientes apertados em locais mais confortáveis, organizados e funcionais. Para aproveitar espaço em casa, a orientação para quem vive em imóveis compactos é começar pelo planejamento, e não pela compra de móveis.
Segundo a arquiteta Sabrina Fidelis, o aproveitamento de espaços em casas e apartamentos compactos começa antes da escolha dos móveis e dos revestimentos. A distribuição dos cômodos deve levar em conta os hábitos dos moradores, a circulação dentro da casa e a forma como os objetos são armazenados. "O primeiro passo é um projeto pensado a partir do cotidiano do morador. O profissional deve analisar os hábitos e a quantidade de objetos", afirmou.
Materiais, iluminação e disposição dos móveis também influenciam a sensação de amplitude. Revestimentos e paredes ajudam a criar unidade visual, enquanto o mobiliário planejado permite aproveitar áreas que, de outro modo, ficariam sem uso. Para a arquiteta, em imóveis pequenos a escolha dos móveis e da iluminação deve considerar o espaço disponível e a função de cada ambiente. Ela recomenda evitar excessos e preservar a circulação.
A primeira estratégia é avaliar os objetos antes de escolher os móveis. O levantamento do que faz parte da rotina ajuda a dimensionar armários, prateleiras e outros espaços de guarda, além de evitar compras desnecessárias e peças que dificultem a circulação. Na sequência, a arquiteta sugere delimitar os ambientes sem bloquear a passagem. Em espaços integrados, tapetes, aparadores e estantes vazadas podem separar sala, cozinha e área de jantar sem criar barreiras visuais.
A terceira estratégia envolve planejar a iluminação de acordo com cada atividade. Uma luz direcionada sobre a bancada favorece o preparo dos alimentos, e luminárias específicas atendem à leitura e ao trabalho. Já a quarta estratégia é escolher móveis com mais de uma função. Mesas que servem para refeições e trabalho, bancos com compartimentos internos e sofás-camas reduzem a quantidade de peças e aproveitam melhor a área disponível.
A quinta estratégia é aproveitar a altura das paredes com marcenaria planejada. Armários do piso ao teto ampliam a capacidade de armazenamento sem ocupar mais espaço no chão. Frentes lisas e sistemas de abertura sem puxadores aparentes também contribuem para uma composição visual mais uniforme. Segundo a arquiteta, a divisão interna dos armários deve considerar os objetos que serão guardados e a frequência com que são usados.
Sabrina Fidelis ressalta que, em lares pequenos, vale pensar em como cada espaço atende às necessidades do dia a dia e também reflete a personalidade de quem mora ali. Cores, iluminação, materiais e objetos com significado pessoal podem contribuir para o bem-estar. Para ela, pequenas mudanças na decoração e na organização já ajudam a transformar a relação com a casa. A recomendação geral é que o morador trate o planejamento como um processo contínuo, ajustado à rotina de cada família. Confira outros conteúdos no Sem Censura.
