
O pastor Renato Vargens, sênior da Igreja Cristã da Aliança em Niterói, no Rio de Janeiro, publicou em 4 de novembro de 2026 um artigo de opinião sobre como o cristão diante da maldade deve reagir ao avanço do mal. Logo na abertura, ele afirma que vivemos dias muito difíceis e que a iniquidade se multiplica "a olhos vistos", em referência às palavras de Jesus. Para o autor, a questão central é saber o que fazer diante da maldade, da iniquidade e do relativismo, e a resposta que propõe é direcionada ao público cristão.
No texto, Vargens reconhece que muitas pessoas têm se entregado ao desespero, à angústia e ao medo diante desse cenário. Ele também menciona os "homens maus que governam povos e nações", sem citar nomes, países ou fatos específicos. Segundo o autor, a preocupação não se limita a um indivíduo ou a um episódio, mas a um quadro geral de deterioração moral que, em sua visão, atinge a sociedade como um todo.
Para fundamentar sua argumentação, o pastor recorre a Mateus 24:12, que diz: "E, por se multiplicar a iniquidade, o amor de muitos esfriará". Ele afirma que o aumento da maldade tem o poder de esfriar o amor e acrescenta que esse processo "tem acontecido". A passagem bíblica é o eixo do texto, que trata a frieza dos corações como consequência direta da multiplicação da iniquidade.
Diante disso, Vargens sustenta que o cristão diante da maldade não deve reagir com desespero, cinismo ou fuga, nem deixar o amor esfriar. A orientação é que o fiel mantenha a própria conduta, sem se abater pelo cenário ao redor. O autor ressalta que essa postura não significa indiferença, mas uma resposta coerente com a fé em meio às dificuldades do tempo presente. Para aprofundar temas como esse, veja mais conteúdos em Sem Censura.
Ao tratar do papel da igreja, o autor afirma que ela não é chamada a se retirar do mundo nem a se acomodar a ele. Segundo Vargens, a comunidade religiosa deve permanecer na verdade, pregar o Evangelho com clareza e viver de modo que Cristo seja glorificado. Essa é, em sua leitura, a forma de atuação da Igreja em uma sociedade marcada pela maldade e pelo relativismo, sendo também a referência para a postura do cristão diante da maldade.
O pastor também defende que a multiplicação da maldade não é a palavra final. Para ele, "Deus permanece no trono" e o Senhor já derrotou o poder do pecado e do maligno. Vargens argumenta que o discípulo de Cristo não se orienta pelos acontecimentos deste mundo, mas pela vitória consumada na cruz, e não "à luz das manchetes dos jornais", expressão que usa para contrastar a fé com a leitura imediata da realidade.
Na conclusão, o autor reconhece que a maldade tem se multiplicado, mas afirma que a graça e o poder de Deus não podem ser vencidos. Ele diz que "Cristo reina" e que quem pertence a Ele permanece firme não por força própria, mas porque Deus é fiel. Com isso, o texto encerra a reflexão sem propor medidas políticas ou sociais específicas, concentrando-se na dimensão espiritual da resposta ao cenário descrito.
O artigo integra a seção de opinião do portal de origem e é assinado pelo próprio pastor, que também é conferencista, membro dos conselhos do TGC Brasil e do IBDR e autor de 40 livros em língua portuguesa e um em língua espanhola. As opiniões expressas são de responsabilidade do autor. A publicação reflete uma tradição de pregação que, segundo o próprio texto, busca orientar fiéis diante de tempos considerados difíceis.
