Operação de sete dias no condado de Polk, na Flórida, prendeu 281 pessoas; entre elas, 13 funcionários da Disney World e 4 da Universal. A Disney diz que os detidos foram demitidos.

Os eleitores dos Estados Unidos votam nesta terça-feira (3) nas eleições de meio de mandato, pleito que definirá quem controla o Congresso na segunda metade do governo Donald Trump. Estão em disputa as 435 cadeiras da Câmara dos Representantes, 35 das 100 vagas do Senado e os governos de 36 estados. Antes da data, mais de 57 milhões de pessoas já haviam votado antecipadamente, um volume que mostra o nível de engajamento do eleitorado americano.
Na véspera da votação, Trump demonstrou confiança no desempenho do Partido Republicano e afirmou que a legenda poderia vencer “por uma margem enorme” caso seus eleitores comparecessem às urnas. O presidente pediu mobilização da base e tem participado de comícios para apoiar candidatos republicanos. A postura reforça a estratégia de tratar a eleição como um teste direto do trabalho realizado no governo.
Os republicanos argumentam que as pesquisas podem subestimar o eleitorado conservador e apostam na mobilização de apoiadores que costumam votar no próprio dia da eleição, um grupo que historicamente tem peso decisivo em corridas apertadas. A campanha também conta com vantagem na arrecadação e com grandes investimentos em publicidade em disputas competitivas, fatores que, segundo a análise da cobertura, podem influenciar o resultado final.
Os resultados também servirão de referência para a força eleitoral do presidente e para a disputa que antecederá a eleição presidencial de 2028. Trump foi eleito para o cargo em 2024 e, na avaliação de seus aliados, o veredito das urnas nesta etapa mostrará se o programa apresentado aos eleitores segue com respaldo popular.
Na leitura conservadora, as eleições de meio de mandato são, antes de tudo, um teste de responsabilidade democrática: o eleitor avalia o governo com base nos resultados concretos sobre a economia, os preços e a segurança. Para quem defende o Estado mais enxuto e o livre mercado, a agenda de redução de entraves e de estímulo à produção só se sustenta se houver maioria no Congresso capaz de transformar promessas em lei. Um Legislativo dividido tende a travar essas mudanças e a fortalecer o impasse permanente.
Há também um argumento de segurança jurídica e de respeito ao voto. Quando o eleitorado sinaliza uma direção nas urnas, a vontade expressa pela maioria deve ser traduzida em políticas claras e previsíveis, e não diluída pela disputa constante entre os Poderes. Para os conservadores, a mobilização de apoiadores e o peso do voto presencial no dia da eleição são expressões legítimas da participação cidadã, que deve ser reconhecida com a mesma seriedade que as projeções estatísticas.
O que os números dirão só será conhecido com a apuração. Por ora, o fato concreto é que os americanos decidem nesta terça-feira o desenho do Congresso pelos próximos dois anos, e o desfecho terá reflexos diretos na capacidade de ação do governo e na disputa que já se desenha para 2028. Acompanhe a cobertura completa das eleições nos EUA e entenda os próximos passos.
Operação de sete dias no condado de Polk, na Flórida, prendeu 281 pessoas; entre elas, 13 funcionários da Disney World e 4 da Universal. A Disney diz que os detidos foram demitidos.
