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EUA oferecem US$ 20 milhões por dados sobre o programa nuclear do Irã

Os Estados Unidos anunciaram recompensa de até US$ 20 milhões por informações sobre o programa nuclear iraniano, em meio à guerra iniciada em fevereiro. A oferta inclui instalações, equipamentos e pessoas ligadas ao setor, e o presidente Donald Trump voltou a afirmar que a capacidade nuclear de Teerã foi neutralizada.
Ilustração sobre o programa nuclear do Irã e a estratégia de pressão dos Estados Unidos

Os Estados Unidos oferecem uma recompensa de até US$ 20 milhões por informações sobre o programa nuclear do Irã. O anúncio foi feito nesta sexta-feira, 6, pelo Comando Central americano (Centcom), responsável pelas operações militares no Oriente Médio. A iniciativa coloca o tema nuclear iraniano no centro da estratégia de pressão de Washington sobre Teerã, em um momento de conflito aberto na região.

A oferta faz parte do programa Rewards for Justice, do Departamento de Estado, que também prevê a possibilidade de realocação para quem fornecer informações. O interesse das autoridades americanas abrange instalações, equipamentos e pessoas ligadas ao setor, entre elas integrantes da comunidade científica. Ou seja, a busca não se limita a locais físicos, mas inclui os profissionais que participam das atividades nucleares.

Guerra iniciada em fevereiro e a tese de Trump

Desde o início da guerra, em fevereiro, o presidente Donald Trump tem afirmado que o Irã não pode desenvolver armas nucleares. A posição do governo americano se mantém desde então e serve de base para a ofensiva militar e para a exigência de que Teerã abandone qualquer avanço considerado sensível. A oferta de recompensa surge como mais um instrumento dessa estratégia, agora voltado à obtenção de dados de inteligência.

No último dia 31, Trump voltou a dizer que a capacidade nuclear iraniana havia sido neutralizada. Ao mesmo tempo, reconheceu que ainda restariam um ou dois locais a serem atingidos. "Ainda precisamos lidar, eu diria, com um ou dois locais, mas podemos fazer isso em 10 minutos", afirmou o presidente, em referência à montanha Pickaxe. A declaração mostra que, na avaliação de Washington, há alvos remanescentes que ainda demandam ação.

O que dizem os serviços de inteligência

Segundo os serviços de inteligência americanos, a montanha Pickaxe pode abrigar um complexo nuclear subterrâneo. A informação ajuda a explicar por que a região aparece como prioridade nas operações militares e por que a busca por dados internos ganhou peso. Essa leitura da inteligência dos Estados Unidos é o principal fundamento apresentado pelo governo americano para o alvo.

Com a recompensa, o governo americano busca informações que possam confirmar ou ampliar esse diagnóstico. A combinação de incentivo financeiro, possibilidade de realocação e foco em cientistas e equipamentos indica que Washington pretende alcançar quem conhece a estrutura do programa, e não apenas as instalações visíveis. Esse tipo de iniciativa costuma ser usado quando dados públicos são considerados insuficientes.

A resposta de Teerã

O governo iraniano nega que haja atividades nucleares na região da montanha Pickaxe. Teerã também defende seu direito de desenvolver energia atômica para fins civis, argumento que tem sido repetido desde o início do conflito. Assim, o impasse se mantém: de um lado, a afirmação americana de que a capacidade nuclear foi neutralizada e de que restam alvos; do outro, a negativa iraniana e a reivindicação de uso pacífico da tecnologia.

O contexto mostra que o programa nuclear do Irã segue como um dos pontos mais sensíveis da guerra e das negociações na região. A oferta de US$ 20 milhões, somada às declarações do presidente americano e aos dados da inteligência, deixa claro que o assunto não deve perder espaço na agenda internacional nos próximos dias. Até o momento, o material disponível não traz novas informações sobre resultados concretos da iniciativa. Acompanhe os desdobramentos no Sem Censura.

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