
O Nottingham Forest derrotou o Manchester City por 3 a 1 no sábado (8), no City Ground, pela 10ª rodada da Premier League. O resultado foi a primeira vitória da equipe como mandante na temporada e deixou o treinador austríaco Oliver Glasner visivelmente orgulhoso. Para ele, a combinação de disciplina sem a bola e objetividade nos ataques foi decisiva diante de um dos elencos mais fortes do futebol inglês.
Glasner foi direto ao comentar o desafio. Segundo ele, a vitória sobre o City exige um plano muito bem executado, já que a equipe de Manchester tem jogadores excelentes, uma estrutura sólida e movimentação rápida da bola. O técnico citou ainda os dribladores nas pontas, a velocidade do time e a presença de Haaland na área, fatores que, na sua avaliação, tornam o adversário muito difícil de enfrentar.
Para o treinador, não bastava esperar o adversário e se limitar a proteger a própria área. Glasner afirmou que, para controlar uma partida desse nível, é preciso correr muito e manter a atenção durante os 90 minutos. Ele ressaltou que a defesa isolada não era suficiente e que a equipe também precisava atacar quando surgisse espaço, o que, segundo ele, aconteceu na medida certa.
O plano funcionou no City Ground. Jair Cunha abriu o placar para o Forest, e Liam Delap ampliou a vantagem antes de o Manchester City descontar. Delap voltou a balançar as redes mais adiante, garantindo o placar final de 3 a 1. A vitória teve peso na classificação e também na confiança do elenco, que vinha buscando recuperar terreno na competição.
Glasner fez questão de ressaltar que um placar como esse não pode ser tratado como previsível diante do City. Ele atribuiu o triunfo ao comprometimento dos jogadores e ao apoio das arquibancadas durante toda a partida. Segundo o técnico, a torcida teve papel importante nos momentos em que o Forest precisou resistir à pressão dos visitantes, quando a equipe reagiu com o incentivo recebido no estádio.
Apesar da satisfação, o treinador não considerou a partida a melhor exibição do time com a bola. Ele reconheceu que o Forest teve pouca posse e que, em outros jogos, apresentou um futebol mais elaborado. A diferença, desta vez, esteve na disposição para defender, na disciplina para conter as movimentações do City e na capacidade de executar o plano contra um adversário de alto nível.
Com o triunfo, o Forest chegou aos nove pontos na Premier League e saiu, ao menos provisoriamente, da zona de rebaixamento. A vitória interrompeu a sequência sem triunfos como mandante na temporada e representa um impulso importante para um grupo que tenta reagir na tabela. Para Glasner, a atuação contra o City mostrou um caminho possível: intensidade, organização e eficiência nos momentos decisivos.
O resultado também reforça a leitura do treinador sobre o próprio time. Glasner avaliou que a equipe já produziu partidas melhores, mas considerou esta uma das melhores atuações do Forest pelo espírito coletivo e pela energia demonstrada. Com a próxima sequência de jogos, o desafio será manter o mesmo nível de comprometimento defensivo e transformar as chances criadas em resultados consistentes.
