
A Prefeitura de Porto Seguro, no extremo sul da Bahia, está pagando R$ 10 por cada peixe-leão capturado por pescadores no litoral do município. A medida faz parte de uma estratégia para combater o avanço da espécie invasora, que já preocupa as autoridades locais. O pagamento integra o Plano Municipal de Enfrentamento ao Peixe-Leão, criado para reduzir os impactos ambientais provocados pelo animal.
O peixe-leão tem espinhos venenosos e pode causar reações graves em seres humanos, incluindo convulsões. Por isso, o avanço da espécie é tratado pela administração municipal como um risco à saúde de quem frequenta o mar e também como uma ameaça à biodiversidade marinha da região. A iniciativa busca conter a presença do animal nas águas do município.
Somente em outubro, foram capturados 275 exemplares, o que resultou no pagamento de R$ 2.750 aos pescadores participantes da iniciativa. Nos últimos três meses, mais de 1.200 peixes-leão foram retirados das águas de Porto Seguro. Segundo a administração municipal, o incentivo financeiro é temporário e faz parte das medidas adotadas para controlar a presença da espécie e proteger a biodiversidade marinha.
Os exemplares capturados em outubro foram encaminhados à Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB), onde serão utilizados em pesquisas científicas. Também foram destinados ao Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac), que estuda possibilidades de aproveitamento da espécie na gastronomia. A destinação mostra que o problema da espécie invasora é tratado tanto no campo científico quanto no de possíveis usos econômicos.
A Secretaria do Meio Ambiente do Estado da Bahia também deverá oferecer um curso de capacitação para orientar sobre o manejo seguro do peixe-leão. A formação é apontada como um passo importante para que pescadores e demais envolvidos lidem com o animal sem se expor aos riscos de seus espinhos.
Apesar do número expressivo de capturas, a prefeitura informou que ainda não possui um levantamento detalhado dos pontos onde os animais foram encontrados. Até o momento, os registros estão concentrados na região costeira do extremo sul baiano. A falta de um mapa preciso dificulta o planejamento de ações mais direcionadas contra a espécie.
A presença do animal também já foi registrada fora de Porto Seguro. Na segunda-feira (2), um exemplar foi encontrado em Itacaré, município localizado a cerca de 376 quilômetros de Porto Seguro. O dado indica que a espécie circula por outras áreas do litoral baiano, o que amplia a preocupação com o controle do avanço do peixe-leão na região.
Chapa única recebeu 20 votos favoráveis e 1 em branco, sem votos contrários, em sessão extraordinária nesta sexta-feira (6). A Mesa Diretora assume em janeiro.
