
Bahia perde para o Cruzeiro por 3 a 2 na noite desta quinta-feira (05/11), no Mineirão, em Belo Horizonte. Mesmo tendo aberto o placar, o Tricolor não conseguiu sustentar a vantagem e voltou a apresentar apagões, desatenção e pouca capacidade de reação, em mais uma partida frustrante para a torcida. A partida terminou com a virada mineira.
O Bahia começou bem e chegou à frente aos 32 minutos do primeiro tempo. Kike Oliveira tentou um cruzamento, acertou a bola em cheio e ela foi para dentro do gol do Cruzeiro, abrindo o placar em 1 a 0. Depois do gol, porém, a equipe baiana perdeu intensidade, deixou espaços no campo e passou a assistir ao adversário criar jogadas.
O castigo veio no fim da primeira etapa. Em uma jogada simples, a defesa do Bahia não acompanhou a movimentação do Cruzeiro e permitiu que Kaio Jorge, aproveitando a lentidão da zaga, chutasse sem marcação dentro da área. O empate em 1 a 1 foi reflexo direto da falta de atenção no setor defensivo, problema que se repetiu ao longo da partida.
No segundo tempo, o Bahia não corrigiu os problemas. Em mais uma falha de atenção, a equipe cometeu pênalti. Kaio Jorge foi para a cobrança, mas escorregou e desperdiçou a chance, o que deu sobrevida ao time baiano. A oportunidade, no entanto, não foi aproveitada pela equipe tricolor.
Pouco depois, o Cruzeiro virou o placar para 2 a 1 com Bruno Rodrigues, que cabeceou aos 24 minutos. Mesmo em desvantagem, o Bahia seguiu desorganizado e sem conseguir impor seu jogo. Na sequência, Kaio Jorge aproveitou mais uma vez a fragilidade defensiva da equipe, driblou Marcos Victor dentro da área e chutou sem chances de defesa para ampliar para 3 a 1.
O Bahia ainda diminuiu nos minutos finais. Luciano Juba cruzou na área e Alejo Véliz apareceu para tocar de cabeça e marcar o segundo gol do Tricolor, fixando o placar em 3 a 2. Porém, a reação chegou tarde demais e não foi suficiente para evitar a derrota.
A atuação também reacendeu a discussão sobre as escolhas feitas pelo treinador Rogério Ceni. Improvisações que não funcionaram deixaram a equipe ainda mais vulnerável diante do Cruzeiro. Para o torcedor, o resultado reforça a sensação de que o time sai na frente, mas não consegue manter o nível de jogo nem a organização depois do primeiro gol. Quem quiser revisar o contexto antes da partida pode conferir onde assistir, prováveis escalações e arbitragem.
Ao final, o retrato da partida em que o Bahia perde para o Cruzeiro foi o de uma atuação frustrante, marcada pela falta de intensidade, de organização e de concentração. A equipe volta a campo na próxima rodada, em 18 de novembro, quando enfrenta o Grêmio, em Porto Alegre (RS). Será a oportunidade de responder após mais um tropeço que expôs as fragilidades defensivas do Tricolor.
