
A Prefeitura do Rio de Janeiro entregou, no sábado (31), obras em Bangu, na Zona Oeste da cidade, que somam R$ 20,3 milhões em urbanização de duas comunidades. A entrega foi feita pelo prefeito Eduardo Cavaliere (PSD) e pelo secretário municipal de Habitação, Claudio Dutra, no âmbito do programa Morar Carioca. Segundo a administração, a expectativa é beneficiar cerca de 2.500 moradores.
As intervenções atingiram a Favela Parque das Mangueiras e a Travessa Humberto Teixeira. Os trabalhos incluíram a implantação de redes de água e esgoto, drenagem, pavimentação, iluminação pública e melhorias em áreas de lazer. No Parque das Mangueiras também foram realizadas obras de contenção de encostas, uma frente voltada à segurança do terreno em áreas com declive.
A maior parcela dos recursos foi destinada ao Parque das Mangueiras, que recebeu aproximadamente R$ 16 milhões em intervenções. A área contemplada tem 90.104 metros quadrados e abrange 15 ruas. Já na Travessa Humberto Teixeira foram aplicados R$ 4,3 milhões em um espaço de 4.504 metros quadrados, formado por uma rua e quatro becos.
Durante a entrega, o prefeito Eduardo Cavaliere afirmou que a prefeitura pretende continuar investindo em Bangu, em Padre Miguel e em outras regiões da Zona Oeste. Já o secretário Claudio Dutra destacou que as intervenções levam infraestrutura a áreas que, até então, não contavam com serviços básicos. Ele também afirmou que as obras contribuem para a valorização dos imóveis no entorno.
Os dois discursos apontam para uma agenda de continuidade na região, mas o material disponível não traz o cronograma das próximas etapas nem a distribuição detalhada dos recursos para Padre Miguel e demais localidades citadas. Esse ponto é relevante porque o investimento de R$ 20,3 milhões concentra-se, em sua maior parte, em uma única comunidade, o que torna a apresentação de metas futuras um elemento central para acompanhar o programa.
Morador do Parque das Mangueiras há 30 anos, o eletricista Ivo Paulo Afonso, de 61 anos, comemorou as mudanças. Ele relembrou que as ruas eram de barro e tinham pouca iluminação, o que dificultava a circulação, sobretudo em dias de chuva. “Agora, dá para andar de bicicleta. Não precisamos sair de bota no pé”, afirmou.
O relato do morador reforça a dimensão prática das obras para quem convive com as condições anteriores. Ao mesmo tempo, o caso ilustra a cobrança histórica por serviços básicos em comunidades da Zona Oeste carioca, tema que costuma ocupar espaço importante no debate sobre a gestão municipal. A entrega dessas obras em Bangu, portanto, será avaliada pelos moradores a partir da manutenção e da continuidade do que foi prometido. Acompanhe mais sobre a gestão municipal no Sem Censura.
