
O Aeroporto Internacional de Tulum, no México, enfrenta uma nova crise de conectividade aérea após a United Airlines anunciar o encerramento de seus voos diários para o destino turístico. A decisão, atribuída à baixa demanda, aumenta a preocupação de viajantes e do setor hoteleiro, sobretudo porque outras companhias também vêm reduzindo suas operações na região. Passageiros com reservas poderão solicitar reembolso ou alterar o itinerário para aeroportos próximos, como o de Cancún. Acompanhe a seguir o que muda nos voos para Tulum.
A companhia aérea norte-americana confirmou que eliminará duas operações diárias que ligam os Estados Unidos a Tulum. O encerramento das rotas está previsto para janeiro de 2027, com datas diferentes para cada trajeto. Segundo a empresa, a decisão considera fatores de mercado e a procura pelos voos. A saída amplia o conjunto de decisões que reduzem a presença de aviões no destino mexicano.
Quem já comprou passagens para os trajetos afetados terá alternativas para não perder a viagem. De acordo com a United, os clientes poderão escolher entre solicitar o reembolso ou alterar o itinerário. Para quem optar por seguir viagem pela região, o aeroporto de Cancún é a principal alternativa citada, já que fica aproximadamente entre 1h30 e 2 horas de carro de Tulum e atende diversas regiões turísticas da área.
A saída da United se soma a outras reduções de rotas no aeroporto. Segundo o material apurado, o Viva Aerobus e a Mexicana devem manter operações diárias durante o inverno. Já a Air Canada, a Air Transat e a WestJet terão voos semanais temporários entre outubro e abril. Por enquanto, a Mexicana é a única companhia com previsão de ampliar suas operações em Tulum, enquanto o setor turístico enfrenta o desafio de recuperar a demanda internacional.
A redução dos voos para Tulum está ligada a um conjunto de problemas que afetam a atratividade turística da região. Entre os fatores apontados estão a menor chegada de visitantes, a presença de sargaço nas praias, o aumento dos preços de acesso às atrações e a expansão imobiliária, que ampliou a oferta de hospedagens. Uma publicação sobre o tema indicou queda de 33,2% no tráfego de passageiros durante o primeiro semestre de 2026. Desde a inauguração, o aeroporto passou de 12 para apenas quatro conexões internacionais, em meio a custos elevados e à concorrência de Cancún.
A queda na procura preocupa especialmente porque o mercado norte-americano representa uma parcela importante dos turistas que visitam o México. Com menos rotas diretas, a dependência de aeroportos vizinhos tende a aumentar para quem deseja conhecer a região, o que se soma ao impacto sobre a rede hoteleira local.
A perspectiva para 2027 é de maior preocupação, principalmente pela possibilidade de o destino perder boa parte de suas conexões com os Estados Unidos. Com menos companhias operando, os turistas poderão enfrentar menos opções de horários e maior dependência do aeroporto de Cancún. Até o momento, o cenário para o aeroporto de Tulum segue indefinido, e o desempenho das novas operações e da demanda internacional deverá determinar o ritmo de recuperação da região. Para mais notícias sobre viagens e atualidades, acesse o Semcensura.
