
O Partido Liberal oficializou nesta quarta-feira, 4 de novembro, o nome do senador Rogério Marinho (RN) como candidato à presidência do Senado Federal. Ele disputará o comando da Casa com Davi Alcolumbre (União-AP) em eleição marcada para 1º de fevereiro de 2027. A decisão foi anunciada durante reunião com a bancada do partido e reforçada em coletiva de imprensa com jornalistas.
Líder da oposição no Senado, Marinho terá de conquistar votos de parlamentares de outras bancadas para chegar à presidência da Casa. Entre os nomes que também se movimentam para comandar o Senado a partir de 2027 está a senadora Tereza Cristina (PP-MS). Apesar do lançamento da candidatura pelo PL, não houve acordo entre o partido e a parlamentar do PP, o que mantém em aberto a composição de forças para a disputa.
A necessidade de ir além da própria legenda é um dos pontos centrais do cenário apresentado. Sem o apoio de outras bancadas, a candidatura da oposição não alcança a maioria necessária. Por isso, a articulação com senadores de diferentes partidos deve ocupar os próximos meses, até a data da votação.
Durante a coletiva, Marinho afirmou que a oposição precisa se organizar e mostrar que segue ativa no Congresso. Ele disse que, com o apoio da população e dos senadores, o grupo chegará à presidência do Senado Federal. A fala foi feita em tom de mobilização, com a promessa de que a bancada atuará de forma conjunta.
Na mesma entrevista, o senador declarou que, se o país precisa ser pacificado, o gesto deve partir dos que estão em posição de vencedores, mas que, de sua parte, o gesto será dado pela oposição. A declaração foi feita em meio à discussão sobre a relação entre os Poderes e o clima político em Brasília.
Ainda na reunião com a bancada do PL, Marinho defendeu a anistia às pessoas presas em razão dos atos de 8 de janeiro. Segundo ele, a medida permitiria que a vontade da população fosse exercida sem coação e sem chantagem de outros Poderes. O senador também prometeu que o Senado fará valer a Constituição, tema que deve permanecer no centro do discurso da oposição na disputa pela presidência da Casa.
A proposta de anistia é um dos temas que dividem o Congresso e costumam aparecer em negociações sobre a pauta da Casa. Ao vincular sua candidatura a essa bandeira, Marinho sinaliza que a oposição pretende apresentar a disputa também como um debate sobre o papel do Legislativo frente aos demais Poderes.
A eleição para a presidência do Senado está marcada para 1º de fevereiro de 2027. Participarão da votação os parlamentares que permanecem na Casa e também os senadores eleitos neste ano. O voto será secreto, o que torna a articulação de bastidores especialmente relevante, já que o resultado não será conhecido de forma individualizada pelos eleitores nem pela imprensa.
Com a data definida e a candidatura de Marinho oficializada, o PL inicia uma fase de conversas com outras bancadas. A disputa com Davi Alcolumbre e a indefinição em torno de Tereza Cristina devem marcar o restante do período até fevereiro, quando o Senado escolherá seu novo presidente.
