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Alcolumbre diz que bancada de direita não preza democracia

Davi Alcolumbre criticou a eleição de uma bancada de direita para a Câmara e o Senado. Segundo o articulista Gabriel Wilhelms, a fala ocorreu em meio a questionamentos sobre o STF e a bancada assume em fevereiro.
Alcolumbre critica a bancada - Davi Alcolumbre bancada - Senador Carlos Portinho discursa em reunião no Senado Federal

Alcolumbre critica a bancada de direita eleita para a Câmara e o Senado: o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, afirmou que ela não se importa com a democracia e o Estado de Direito. A declaração, segundo relato do articulista Gabriel Wilhelms, foi feita em plenário e representa mais um ponto de atrito entre o comando do Congresso e os parlamentares de oposição. O tema ganha relevância porque a nova composição do Senado toma posse em fevereiro.

A fala de Alcolumbre no plenário

Segundo o relato, Alcolumbre demonstrou descontentamento ao comentar a votação que elegeu a bancada de direita. Ele atribuiu a eleição a ataques ao Supremo Tribunal Federal, às instituições e à própria figura do presidente do Senado. O articulista descreveu a reação do parlamentar como um momento de forte irritação, sem que o texto traga transcrição integral do discurso.

Wilhelms também afirmou que Alcolumbre questionou a legitimidade de práticas como inquéritos sigilosos e a censura a veículos de imprensa. Na avaliação do colunista, a fala indica que a situação política atual envolve abusos de poder. Essas são posições do articulista, e não declarações atribuídas diretamente ao presidente do Senado no material analisado.

Os questionamentos sobre o STF

No mesmo texto, o colunista enumerou uma série de críticas à atuação do Supremo Tribunal Federal, apresentadas na forma de perguntas. Entre elas estão a abertura de inquéritos sigilosos para apurar condutas que, segundo ele, não estariam tipificadas como crime, e o julgamento de cidadãos comuns sem prerrogativa de foro pela Suprema Corte. Também citou bloqueios de redes sociais, a censura prévia a veículos de imprensa e a manutenção de prisões com base em postagens antigas.

O articulista mencionou ainda episódios envolvendo ministros do STF, como a suposta ligação de um ministro para a redação de um jornal para criticar uma coluna, e questionou o banimento de redes sociais e a imposição de multas a cidadãos. Essas situações são apresentadas por Wilhelms como exemplos de abusos, e o texto não traz manifestação dos ministros citados sobre os pontos levantados.

A bancada que assume em fevereiro

Ao tratar da nova composição, Wilhelms afirmou que a bancada de direita, que assume em fevereiro, tem condições de contestar os abusos apontados. Segundo ele, a maioria do Senado que começa a atuar no próximo ano teria, em termos numéricos, capacidade de derrotar Alcolumbre com folga. O colunista ressaltou, porém, que essa situação dependeria de unidade entre os parlamentares de oposição.

O articulista defendeu que o Estado de Direito não seja negociado em troca de cargos e posições no Congresso, como apartamentos funcionais, gabinetes e presidências de comissões. Também citou a chantagem de ministros do STF como risco a ser evitado. Essas ponderações fazem parte da opinião do colunista e não se confundem com posições oficiais do Senado.

O que ainda não foi informado

O material analisado não traz resposta de Davi Alcolumbre às críticas do colunista nem manifestação da Secretaria de Comunicação do Senado. Também não há detalhes sobre a data exata da fala nem a íntegra do discurso em plenário. Eventuais posicionamentos dos parlamentares citados, inclusive sobre a fala em que Alcolumbre critica a bancada, e dos ministros do STF poderão complementar o quadro nos próximos dias.

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