
Corte de energia Salvador: Moradores de sete bairros de Salvador devem ficar atentos à interrupção no fornecimento de energia elétrica nesta terça‑feira (3). A Neoenergia Coelba programou o desligamento temporário das 10h às 16h para a realização de serviços de manutenção preventiva e melhorias na rede elétrica, conforme comunicado oficial.
Os trechos afetados abrangem Alphaville I (Avenida Alphaville, números 522 e 535), Alphaville II (Rua das Alpinéias, diversos numerais, e Rua das Azaleias, nº 530), além das áreas de Mussurunga, Mussurunga I e II (Setor G, Rua O, Caminho 35; Setor H, Rua J, Caminhos 15 e 26, ruas Desembargador Wilde de Lima, Desembargador Moacyr Pitta Lima e Professor Rubens Soares, e CAs 2, 4, 14, 16 e 17). Também foram incluídos trechos da Avenida São Cristóvão (nº 9996) e da Avenida Aliomar Baleeiro, no bairro São Cristóvão.
A interrupção evidencia um ponto crítico para os contribuintes baianos: a dependência de uma rede elétrica que ainda requer manutenções frequentes e que, quando programadas, recai sobre a população sem alternativas imediatas. Sob a gestão do governo da Bahia, de orientação progressista, a falta de investimentos robustos em infraestrutura tem gerado custos indiretos para famílias que precisam adaptar suas rotinas, perder horas de trabalho remoto e arcar com equipamentos de reserva, como geradores ou baterias.
Para quem defende o Estado enxuto, o caso reforça a necessidade de reduzir a burocracia e incentivar a iniciativa privada a assumir a modernização das redes, permitindo que o mercado ofereça soluções mais ágeis e menos onerosas ao cidadão. A privatização parcial ou a concessão de novos contratos de manutenção a empresas competitivas poderia diminuir o número de apagões programados, reduzindo o impacto econômico nas famílias.
Durante o período de seis horas sem energia, moradores relataram dificuldades para conservar alimentos, operar equipamentos de saúde doméstica e manter a comunicação digital. Em bairros como Alphaville e Mussurunga, onde há grande número de residências com home‑office, a perda de energia pode significar prejuízos financeiros diretos, além de comprometer a produtividade de pequenos negócios que dependem da eletricidade.
A interrupção também evidencia a necessidade de políticas públicas que priorizem a resiliência da rede, como a ampliação de fontes de energia solar e a adoção de micro‑geração distribuída. Embora o setor privado já ofereça opções de energia solar, a atual regulação ainda impõe encargos que elevam o custo ao consumidor final, o que contraria o princípio da livre iniciativa defendido pelos conservadores.
Na leitura conservadora, o episódio reforça duas lições fundamentais: primeiro, a centralização de decisões em órgãos estatais pode gerar atrasos e falta de transparência; segundo, a sobrecarga tributária e regulatória impede que o mercado ofereça alternativas mais eficientes. Quando o Estado impõe manutenções sem um plano de comunicação clara, ele transfere o ônus para o cidadão, que paga por serviços que deveriam ser garantidos de forma contínua e sem interrupções.
Para quem valoriza a liberdade individual e a segurança jurídica, a solução passa por revisar contratos de concessão, simplificar processos de licitação e criar incentivos fiscais para que empresas invistam em redes inteligentes. Assim, o contribuinte deixa de ser espectador de apagões programados e passa a ser beneficiário de um serviço estável, competitivo e menos dependente de decisões políticas que nem sempre priorizam a eficiência.
