
O senador eleito por São Paulo Guilherme Derrite (Progressistas) acusou setores da imprensa de tentar dividir a direita na disputa pela presidência do Senado. A declaração foi feita em vídeo publicado nas redes sociais nesta quarta-feira, 4 de novembro, em que ele fez referência direta a uma reportagem sobre a articulação interna do grupo.
Derrite citou uma matéria que criticava a senadora Tereza Cristina (PP-MS) após o acordo dela com o senador Rogério Marinho (PL-RN) pela chefia da Casa. Segundo ele, conteúdos desse tipo têm como objetivo enfraquecer a articulação política do grupo e preservar o status quo no Congresso Nacional. Para o parlamentar, a estratégia busca criar desconfiança entre aliados que, até aqui, vêm atuando de forma coordenada.
O senador eleito afirmou que publicações semelhantes devem surgir repetidamente até 1º de fevereiro de 2027, data prevista para a eleição do novo presidente do Senado. Ele pediu que a direita não caia no que chamou de armadilha, atribuída à imprensa e a grupos interessados em manter o atual cenário no Congresso Nacional e na República Federativa do Brasil. A fala indica que a disputa interna já ocupa o centro do debate entre parlamentares do campo conservador.
Derrite citou nominalmente os dois senadores e afirmou que eles mantêm diálogo constante. Em sua fala, disse que ambos «não são inimigos» e não podem se dividir. Segundo ele, Rogério Marinho tem atualmente maior viabilidade eleitoral por causa do tamanho da bancada do PL, mas os dois trabalham para construir uma candidatura única, com o objetivo de manter a unidade do grupo na disputa.
Ao tratar da disputa, Derrite relacionou a eleição do presidente do Senado à necessidade de mudanças na relação entre os Poderes. Ele afirmou ter compromisso com os mais de 13 milhões de eleitores paulistas que o escolheram e defendeu uma presidência da Casa alinhada à direita. O objetivo, segundo sua fala, é reequilibrar a democracia no Brasil e conter abusos de outros poderes.
A movimentação ocorre a pouco mais de três meses da votação marcada para 1º de fevereiro de 2027, quando os senadores escolherão o novo presidente da Casa. Até lá, a articulação entre os partidos do campo conservador deve seguir como tema central nos bastidores do Congresso. A manifestação de Derrite reforça a posição de que a união entre PL e PP é considerada decisiva pelos integrantes do grupo para a definição da presidência do Senado. Acompanhe mais bastidores do Congresso em notícias da Semcensura.
