
O ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) publicou neste domingo, 1º, um vídeo em que agradece ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pelo apoio manifestado ao irmão, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Na gravação, Eduardo afirmou que o republicano compreendeu o cenário político brasileiro e voltou a criticar a atuação das instituições do país, em especial a decisão judicial que determinou a apreensão do passaporte de Flávio.
A manifestação de Eduardo ocorreu depois de jornalistas perguntarem a Trump se ele pretendia se encontrar com Flávio durante sua passagem pela Flórida. O presidente norte-americano respondeu que não havia planos de reunião, mas afirmou que o senador foi tratado “muito mal” no Brasil e acrescentou: “Ele pode ficar aqui pelo tempo que quiser. Ele é bem-vindo”. Durante a mesma conversa, Trump também criticou a eleição brasileira, vencida por Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e classificou o resultado como uma “vergonha”.
Eduardo agradeceu ao presidente norte-americano pela avaliação e disse que a reação demonstra compreensão sobre o que ocorre no país. Para o ex-deputado, a fala de Trump evidencia que o caso de Flávio não passa despercebido fora do Brasil.
O ponto central da crítica de Eduardo é o momento da decisão judicial. Segundo ele, o pedido de apreensão do passaporte de Flávio foi determinado sete minutos após a divulgação do resultado oficial da eleição presidencial. “Com certeza, a gente não vê em nenhuma democracia um candidato derrotado numa eleição presidencial ter um pedido de apreensão do seu passaporte sete minutos após a publicação do resultado oficial”, afirmou. Ele também mencionou suspeitas sobre o processo eleitoral, sem detalhá-las no vídeo.
Eduardo declarou acreditar que “mais e mais pessoas vão concordar” com a avaliação de que o Brasil “já não é mais uma democracia”. Segundo ele, o país deixou de oferecer garantias democráticas especialmente em relação à liberdade de expressão, à liberdade de imprensa e à imunidade parlamentar. São temas que, para a direita, estão no centro do debate sobre os limites da atuação de instituições em um Estado de Direito.
