
Um foragido foge do HGE em Salvador no último domingo (1º). Identificado como Levy Wendel Andrade, o homem tinha mandado de prisão em aberto e conseguiu se soltar das algemas e fugir do Hospital Geral do Estado (HGE). Ele havia sido colocado sob custódia policial na unidade de saúde, mas foi recapturado pela Polícia Civil após buscas realizadas na região. O caso reacende a discussão sobre a vigilância de suspeitos que precisam de atendimento hospitalar enquanto respondem a ordens judiciais.
Investigadores da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Contra a Criança e o Adolescente (Dercca) realizavam diligências para localizar Levy e cumprir a ordem judicial. Inicialmente, as equipes fizeram buscas em endereços ligados ao suspeito e em locais que ele costumava frequentar, mas não conseguiram encontrá-lo. A operação, denominada Escudo das Marias, seguiu com novas diligências até que os policiais recebessem a informação de que o homem estava internado no HGE.
A informação indicava que Levy havia sido levado ao hospital por uma guarnição da Polícia Militar. Os agentes da Dercca foram até a unidade e deram cumprimento formal ao mandado de prisão. Segundo as informações divulgadas, a ordem judicial tramitava em segredo de Justiça, razão pela qual os policiais militares que prestaram o socorro inicial não sabiam da pendência com a Justiça.
Após ser notificado do mandado no leito hospitalar, Levy conseguiu se soltar das algemas e deixou a unidade de saúde. A fuga ocorreu dentro do ambiente hospitalar, onde o suspeito estava sob custódia. Esse episódio, em que um foragido foge do HGE, chama atenção para os desafios de manter a segurança de presos e custodiados em unidades de saúde, especialmente quando o mandado só é conhecido no momento do cumprimento.
As equipes policiais reagiram de imediato. Segundo a Polícia Civil, foram montadas buscas nas imediações do hospital, o que permitiu localizar e prender o homem novamente. Levy foi conduzido para a sede da delegacia e permanece à disposição do Poder Judiciário, que definirá os próximos passos do processo.
A rápida recaptura foi apontada como resultado da atuação conjunta entre a equipe da Dercca e as imediações do HGE. Ainda assim, o caso expõe a necessidade de protocolos claros de custódia em hospitais, para que a segurança da população e a efetividade das ordens judiciais não dependam apenas da reação posterior à fuga. Até o momento, não há informações sobre eventuais punições aos envolvidos na fuga ou sobre mudanças nos procedimentos de custódia na unidade. Para mais notícias como esta, acompanhe a página inicial do Sem Censura.
