
A chamada Operação Fortress, que em português significa Fortaleza, está em andamento segundo relato do teólogo e jornalista científico Eduardo Baldaci, que vive na Costa Espacial da Flórida, próximo à NASA e à base da US Space Force. O planejamento de defesa norte-americano passou a considerar cenários em que o perigo não viria de um fenômeno astronômico, mas de um ataque coordenado por nações inimigas. A movimentação ocorre em um momento de forte tensão tecnológica e geopolítica.
No dia 30 de setembro de 2026 foi assinado um memorando da Operação Fortress para alinhar um planejamento de defesa de vários anos. O objetivo é assegurar que as instalações militares dos Estados Unidos continuem operando mesmo diante do colapso de redes civis, de interrupções nas cadeias globais de suprimentos e de ataques eletromagnéticos e orbitais. Segundo o relato, a meta é que essas instalações mantenham prontidão operacional contínua por até 90 dias.
A preocupação com a fragilidade da infraestrutura tecnológica aparece com destaque no texto. Os chips de computadores utilizados atualmente são vulneráveis ao espectro eletromagnético, e a internet segue exposta a ciberataques. O autor cita, como exemplo recente, um ataque cibernético ocorrido na semana anterior e atribuído a grupos norte-coreanos. Para ele, a dependência de sistemas digitais torna a sociedade contemporânea mais exposta do que em qualquer outro período da história.
Dois episódios recentes no espaço chamaram a atenção dos analistas citados. O primeiro envolve o satélite Kosmos 2612, que reduziu de forma abrupta sua distância em relação a outro satélite, identificado como Iceye-X36, movimento considerado inédito. O segundo é a constatação de que a China possui uma espaçonave espiã chamada Shenlong, muito semelhante ao X-37B dos Estados Unidos. Somados, os dois casos reforçam a percepção de que a disputa estratégica também se desenrola na órbita terrestre.
O cenário geopolítico mais amplo também pesa sobre a decisão. Segundo o relato, diversos países passaram a orientar suas populações a estocar água e alimentos não perecíveis. O autor afirma que essa recomendação não deve ser tratada como especulação, embora, até o momento, o governo norte-americano não tenha feito declaração pública semelhante orientando a população a formar estoques.
Ao comentar o comportamento da sociedade diante de riscos, Eduardo Baldaci disse que, na avaliação dele, a cultura brasileira tende a ser reativa, preferindo remediar a se preparar. O autor, que atua como voluntário em alertas sobre eventos climáticos extremos nos Estados Unidos, relata que decidiu abastecer a própria casa, da mesma forma que faz quando um furacão se aproxima. Ele também afirma que o tema sempre o fascinou e que já produziu um documentário sobre a possibilidade de uma tempestade solar causar um apagão tecnológico prolongado.
Na conclusão do relato, o autor resume a percepção de que o mundo vive uma fase bélica, em que os conflitos tendem a ser cada vez mais digitais, cibernéticos e espaciais. Para o público brasileiro, o caso da Operação Fortress reforça a importância de acompanhar as decisões de defesa das potências e de observar como cada governo prepara sua infraestrutura crítica diante de ameaças que já não se limitam aos campos de batalha tradicionais. Mais análises sobre defesa e tecnologia estão no portal Sem Censura.
