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Melhorar vendas antes do fim do ano: cinco passos para não deixar contratos escaparem

Especialista em gestão de vendas orienta empresas a diagnosticar onde as negociações travam antes de ampliar divulgação ou contratar vendedores, com cinco dicas práticas para aproveitar as oportunidades do fim do ano.
Ilustração de equipe comercial analisando resultados de vendas para melhorar vendas

Na reta final de 2026, empresas que desejam melhorar vendas antes do fim do ano precisam começar por um diagnóstico. Segundo Bruno Fraga, cofundador da Sellfy Group e especialista em gestão de vendas e em estruturação de equipes comerciais, interessados sem retorno, reuniões que não se realizam e propostas abandonadas podem travar contratos que já estavam próximos do fechamento. Para o especialista, identificar onde a negociação deixa de avançar ajuda a corrigir falhas no atendimento e a organizar a operação antes de traçar as metas de 2027.

O ponto central da orientação é que o faturamento mostra o resultado, mas não revela os motivos pelos quais os contratos não foram fechados. Fraga defende que esse diagnóstico venha antes de decisões como ampliar a divulgação ou contratar novos vendedores. Sem essa leitura, a empresa pode gastar mais com captação de clientes quando o gargalo está, na verdade, no atendimento.

Um exemplo numérico sobre o impacto das vendas

Para ilustrar o efeito de pequenas correções, o especialista apresenta uma simulação hipotética. Uma empresa que recebe 100 oportunidades qualificadas por mês e fecha 20 contratos de R$ 5 mil soma R$ 100 mil em vendas. Se passar a fechar 25 contratos, mantendo o mesmo volume de interessados e o mesmo valor médio, o total chega a R$ 125 mil, uma alta de 25% no valor vendido. O exemplo, porém, deixa claro que o efeito sobre o lucro depende de custos, impostos e condições de pagamento.

As cinco dicas para melhorar vendas e aproveitar as oportunidades

A primeira orientação é mapear o caminho até a contratação, acompanhando cada etapa do contato inicial ao fechamento. Os registros dos últimos 90 dias podem servir de ponto de partida, e empresas com negociações mais longas devem considerar um período maior. Separar oportunidades em andamento, encerradas e sem atualização evita distorções na análise. Esse levantamento também permite distinguir falta de procura de falha no atendimento, o que muda totalmente a decisão sobre onde investir para melhorar vendas.

A segunda dica é priorizar a falha que impede o avanço das vendas. Quando há muitos contatos e poucos atendimentos, a distribuição das oportunidades pede revisão; quando reuniões não acontecem, é preciso checar a confirmação dos horários e a disponibilidade dos interessados. Fraga recomenda escolher uma correção inicial, definir um responsável e um prazo para medir o efeito. Ele alerta que tratar toda recusa como questão de preço faz o desconto virar a primeira resposta, o que não resolve uma proposta confusa nem uma oferta inadequada.

A terceira orientação trata da retomada de propostas com chance de fechamento. A empresa deve revisar propostas abertas e contatos sem acompanhamento, confirmar se a necessidade do cliente continua e esclarecer dúvidas. Quem já declarou que não deseja prosseguir deve ser respeitado. Em vez de perguntar apenas se o orçamento foi avaliado, vale propor um próximo passo concreto. Fraga lembra ainda que vender com descontos excessivos ou assumir contratos que a operação não consegue atender pode trocar um problema comercial por um problema financeiro.

A quarta dica é orientar a equipe com base nos atendimentos reais. Conversas e propostas da rotina revelam dificuldades na apresentação do serviço, na compreensão da demanda e na negociação. Se vendedores enviam orçamentos antes de entender o que o cliente precisa, o treinamento deve tratar justamente das perguntas feitas no primeiro contato. Para o especialista, contratar mais vendedores sem essa análise pode apenas manter as falhas existentes, já que o problema pode estar na distribuição de contatos, na capacidade de atendimento ou na execução.

A quinta e última dica é acompanhar resultados e margem semanalmente. A revisão deve incluir tempo de resposta, reuniões realizadas, contratos fechados e descontos concedidos, comparados à situação anterior às mudanças. Além do volume vendido, é preciso observar quanto sobra em cada contrato, quando o pagamento será recebido e se a empresa consegue atender os novos clientes. Segundo Fraga, a revisão deve terminar com uma decisão prática: qual falha será corrigida, quem assume a responsabilidade e como o resultado será acompanhado.

O que está em jogo para o empreendedor

Na leitura conservadora, o ponto mais relevante da orientação é a responsabilidade do próprio empresário sobre o resultado. Em vez de atribuir a queda das vendas a fatores externos, a gestão é chamada a examinar os processos internos, identificar falhas e corrigi-las com recursos próprios. Para quem defende a livre iniciativa, esse tipo de disciplina de gestão é o que sustenta a competitividade de pequenos e médios negócios, que dependem de eficiência para crescer e gerar empregos.

Há também um argumento de segurança financeira. A advertência de que vender mais com descontos excessivos pode criar um problema de caixa mostra que crescer sem planejamento é um risco real para a empresa e para quem dela depende. Na avaliação de quem defende um ambiente de negócios com previsibilidade, a combinação entre margem clara, contratos viáveis e acompanhamento constante é o que dá solidez ao empreendedor, sobretudo quando a carga de impostos já pesa sobre o lucro, como lembra a própria simulação apresentada pelo especialista. Para mais análises sobre economia e empreendedorismo, acesse o site do Semcensura.

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