
BR-324 interditada: A BR-324 foi totalmente interditada na noite desta terça-feira (03/11), em Simões Filho, na Região Metropolitana de Salvador, após o surgimento de um buraco no trecho. A medida foi adotada para a realização de obras de reparo e provocou congestionamento de até 35 quilômetros ao longo do dia, formado principalmente por caminhões. O bloqueio atinge o sentido Feira de Santana–Salvador, e a rodovia federal segue como uma das principais ligações de carga e passageiros da região.
Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), os veículos que já estavam retidos na fila foram encaminhados para uma pista lateral próxima ao trecho afetado. A corporação orientou os motoristas a utilizar dois caminhos alternativos: o primeiro parte da BR-324, em Feira de Santana, segue até Candeias, passa pelo acesso à BA-522 e chega à BA-524, conhecida como Canal de Tráfego. O segundo começa na BR-324, em Camaçari, e utiliza a BA-535, a Via Parafuso, e a BA-526, a Via Metropolitana. No sentido Salvador–Feira de Santana, o tráfego seguia normalmente, sem restrições.
De acordo com o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), o problema começou na segunda-feira (02/11), quando foi identificada uma erosão no aterro de acesso a um viaduto. Inicialmente, o tráfego funcionou com interdição parcial, mas a situação se agravou até o fechamento total na noite de terça-feira. O órgão atribuiu o processo erosivo às fortes chuvas registradas na região na semana anterior, associadas à obstrução de um dispositivo de drenagem. Ainda segundo o DNIT, a previsão é concluir os reparos até o fim de semana.
O trecho interditado fica próximo ao local onde uma grande cratera se abriu em julho deste ano. Apesar da proximidade, o DNIT descartou qualquer relação entre as duas ocorrências. Na ocasião, foram necessárias cerca de duas semanas de obras para recuperar a área. Em agosto, o departamento decretou situação de emergência no trecho para viabilizar a contratação de uma intervenção emergencial e buscar uma solução definitiva. Na época, o órgão atribuiu a abertura da primeira cratera à circulação de água pelo aterro.
Chama atenção que, cerca de três meses após o decreto de emergência, a contratação da obra ainda não havia sido concluída, conforme o próprio histórico apresentado pelo DNIT. Na prática, o mesmo setor da rodovia voltou a apresentar falhas e obrigou o fechamento total de uma via federal de grande movimento de caminhões. A repetição de ocorrências no mesmo entorno levanta questionamentos sobre a eficácia das medidas paliativas adotadas e sobre o prazo para a execução de uma intervenção definitiva, aspecto que ainda não tem data pública divulgada no material oficial.
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O DNIT recomenda que os condutores redobrem a atenção, respeitem a sinalização e sigam as orientações das equipes responsáveis pela operação do trânsito. Quem precisar trafegar entre Feira de Santana e Salvador deve considerar os desvios indicados pela PRF e planejar o deslocamento com antecedência, especialmente em dias de maior fluxo de cargas. A recuperação do trecho dependerá do andamento dos reparos emergenciais, e a liberação total da pista ainda depende da conclusão dos serviços pelas equipes do órgão federal.
